A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou, nesta quarta-feira (11), que pacientes que colocaram próteses de silicone das marcas PIP e Rófil e tiveram rupturas vão poder fazer cirurgias de substituição de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A cobertura inclui tanto quem colocou os implantes por motivos médicos quanto por razões estéticas, não importa se a cirurgia inicial foi feita na rede privada ou pública.
“A partir do momento que se identifica uma ruptura o governo identifica como uma cirurgia reparadora e está coberto pelo SUS. A preocupação imediata do governo é amparar e cuidar. A presidenta Dilma Rousseff está preocupada sobre a necessidade de amparar essas mulheres”, disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.
Segundo ele, o Ministério da Saúde orienta que planos de saúde também cubram o procedimento em casos de rompimento em implantes das duas marcas. Não há obrigação.
Pessoas que já tiveram ruptura podem pedir a cirurgia. A Anvisa disse que 39 mulheres procuraram a agência nessa situação.
Quem colocou próteses da PIP e da Rófil e não apresentou ruptura vai poder procurar o SUS a partir da próxima semana para fazer exames de avaliação gratuitos. O mesmo vale para quem não sabe que prótese tem e gostaria de avaliação. Se for detectado o risco de ruptura, o SUS vai cobrir a cirurgia.
As mulheres que não apresentarem rompimento ou deformidade nas próteses serão monitoradas pelo sistema de saúde pública, por meio de um programa de acompanhamento a ser definido pelas autoridades. Se em algum momento no futuro o risco de rompimento aparecer, a cirurgia poderá ser feita.
Até o fim da semana, Anvisa e Ministério da Saúde vão definir qual área do SUS deve ser procurada e quais exames precisam ser feitos para confirmar a necessidade de troca da prótese.
O governo considera que as pacientes que colocaram silicones da PIP e da Rófil foram vítimas de um crime. “O que aconteceu foi uma ação criminosa por parte do fabricante”, afirmou Barbano.
Segundo a Anvisa, entre 300 mil e 400 mil mulheres têm próteses de silicone de mama do Brasil. Delas, 12,5 mil usaram produtos da PIP (duas próteses cada) e 7,5 mil da Rófil.
Em depoimento, o fundador da empresa admitiu ter usado silicone adulterado e não-testado nas próteses por acreditar ser “mais barato e melhor”.
No final de 2011, a polêmica envolvendo a marca voltou à tona após a morte de uma mulher francesa – segundo o médico que a tratou, a ruptura da prótese teria causado o linfoma que a matou. Na Inglaterra, 250 mulheres entraram com processo. Em 29 de dezembro, a Anvisa cancelou o registro da PIP.
Em janeiro de 2012, após denúncias, o registro da marca holandesa Rófil também foi cancelado.
O portal da Anvisa também vai criar um cadastro nacional para usuárias de próteses de silicone entrarem em contato direto com a agência, que deverá estar no ar em 60 dias. Também será criado, um banco de dados para prótese mamária semelhante ao que existe para próteses ortopédicas.
O presidente da Anvisa informou que até o final de fevereiro a agência vai inspecionar 14 fábricas de implantes de silicone que ainda não foram visitadas pelo governo brasileiro. Até agora houve inspeções nos locais de produção de apenas três marcas brasileiras.
Dirceu Barbano assegurou que o sistema de certificação de próteses mamárias da Anvisa é “rigoroso”. Segundo ele, o que aconteceu com as marcas PIP e Rofil foram casos de fraude.
O procedimento de certificação desses produtos, segundo a Anvisa, foi modificado em 2009 para incluir inspeções nos locais de produção dos implantes. Até essa data, o certificado era dado apenas mediante a comprovação de origem dos produtos. “Não houve frouxidão por parte da Anvisa. O que houve foi uma fraude”, disse o presidente da Anvisa.
A Anvisa informou que foram apreendidas no Paraná mais de 10 mil próteses da marca francesa PIP de 800 lotes diferentes. Foram enviadas para análises 300 amostras de 30 lotes.
De acordo com o presidente da Anvisa, nos próximos dias será publicada a obrigatoriedade de recolhimento também das próteses da marca holandesa Rofil. “As amostras serão analisadas e as informações vão servir para definir com precisão as conseqüências do silicone adulterado e as consequências que a ruptura pode ter”, disse Barbano.
No domingo (8), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica anunciou seu próprio cadastro nacional. Esse, no entanto, é voltado para os cinco mil cirurgiões plásticos associados. Eles deverão passar informações sobre pacientes e também sobre números de série, lote e marca das próteses usadas.
"Neste programa serão cadastrados os pacientes, cujas identidades serão mantidas em sigilo, o que é obrigação dos médicos. Os cirurgiões serão identificados por um número e terão uma senha. Isso vai estimular a informação, pois um médico não saberá dados do outro e nem sobre o paciente dele, mas terá acesso a informações gerais", disse Wanda Elizabeth Correa, presidente da Comissão de Silicone da SBCP.
Será possível detectar o estado, a cidade, o médico que fez o implante, o motivo da cirurgia e, em caso, de troca, a razão para isso. "Não haverá obrigatoriedade para o cirurgião abastecer esse banco de dados, mas há uma necessidade pela informação", afirmou ela.
Fonte G1.com
OPINIÃO DA BLOGUEIRA
Sei que muitos vão discordar do meu ponto de vista. Porém, como profissional de saúde, confesso que fico indignada com certas posições desses nossos governantes.
Não sou contra as substituições de prótese... absolutamente, não!
Agora, é difícil saber que muitas mulheres que tiveram poder econômico para colocar silicone por pura vaidade, em busca do corpo perfeito, ter o mesmo direito que aquelas que buscam o tratamento pelo SUS por falta de condições. E, principalmente, por motivos muito superior à busca do corpo perfeito. Mas, sim, por um câncer de mama. E, na maioria das vezes não conseguem uma cirurgia de reparação do seio.
"A presidenta Dilma Rousseff está preocupada sobre a necessidade de amparar essas mulheres”, disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa. Ótimo! Que tal ela começar a se preocupar com milhares de mulheres que estão na fila para fazer uma simples MAMOGRAFIA pelo SUS?? Mulheres estas, que muitas vezes, o médico já pediu a mamografia para ter certeza do diagnóstico. Pois, no fundo, diante dos sintomas apresentados, ele já tem certeza que ela está com câncer. No entanto, nem uma prévia certeza do médico facilita a marcação de uma mamografia pelo SUS para mulheres sem nenhum poder aquisitivo.
Assim, por falta de uma MAMOGRAFIA, milhares de mulheres estão e vão continuar morrendo de câncer nesse Brasil.
Que sejam substituídas as prótese com urgência, fato! Porém, de mulheres que as possui por razões médicas ou por razões de estética para reparar o dano causado pelo Câncer, que não as poupam por serem pobres e necessitarem do SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.
Rosélia Santos
3 comentários:
Rosélia concordo com você e acrescento mais uma coisinha, um adendozinho nessa história – isso é uma forma do governo se safar de algum processo indenizatório que certamente alguém iria mover contra a ANVISA por não fiscalizar a qualidade dos produtos, sem nenhuma dúvida a ANVISA é a culpada por não fazer a coisa direito. Então isso é um cala boca para as siliconadas ficarem quietas, irão ganhar peitos novos portanto “biquê caladê meu bixim.”
Nada contra as beldades peitudos (as) do nosso Brasil varonil deitado em berço esplêndido. Nosso País admirado mundo afora pelas belezas naturais, futebol, carnaval, belas mulheres mulatas e de tantas outras cores recheadas e agraciadas pelas curvas e bundas avantajadas que fizeram a fama mais por esses atributos estéticos que por outra coisa, como por exemplo, cultura, saber, conhecimento, pesquisa etc., Ou seja, intelecto. Pois bem, agora essas moças que vivem de aparência estética, estão com sérios riscos de serem rebaixadas a categoria de mulheres comuns, menos bonitas, menos gostosonas, ou melhor, saírem de linha como carros, vídeo games, celulares, vídeo casset, ficarem parecidas com um simples pen-drive ou quem sabe um chip, que será embutido em um equipamento qualquer, ou sumirem mergulhando em crises depressiva por terem perdido a imagem turbinada. Me refiro as siliconadas que agora iram renovar seus cérebro ‘(peitos)’ por causa de produto ruim, silicone, que a nossa ANVISA deixou entrar e ser comercializados aqui em nosso País. Virou notícias diária em nossos telejornais tão desacreditados, hoje em dia mas virou, todos os dias e todas as horas eles abordam esse assunto. E agora o que fazer com essas siliconadas? Elas não podem ficar assim é uma perca para o mundo? Para o País? Para mim? Para você? Não! Apenas para quem vende as tais próteses, os cirurgiões que as implantam e as deusas que as usam. O que mais me dói, é perceber que entre a funcionalidade e a estética, esta última ganha em disparada, não tem quem pegue. Não sou contra a beleza de jeito nenhum, sou a favor sim, e sim, e SIM, acho que todos gostamos de elogios por algum atributo de beleza. Escolhemos pela beleza não pela funcionalidade. ‘Beleza?’ – beleza.? Beleza. (gíria). E os siliconados continuem implantando seus silicones mas sem que nós paguemos por isso, - A NÃO SER POR AQUELA MULHER POBRE QUE PERDEU SEU SEIO DEVIDO AO CÂNCER e não tem dinheiro para comprar a aparência. Tive uma tia que perdeu um seio e usava como enchimento, comida de passarinho ‘alpiste’ dentro de um saquinho colocava o sutiã para que aquele aleijão não ficasse tão feio. Não tinha dinheiro para prótese, mesmo assim ela não se deprimiu, não mal disse a sorte e até dizia - melhor assim do que sem nada.
Sobre a preocupação do ministerio da saúde em cuidar das siliconadas com nosso dinhiero sou totalmente contra. Isso é o que pior poderia se fazer com nosso dinheiro, já basta o que gastamos com os políticos e seus parentes, salvo aos casos de mulheres mutiladas, nesse caso concordo mas as que colocaram e colocam por pura vaidade, essa não meu compadre. Presidenta Dilma gaste nosso dinheiro com os dentes dos que não podem comer por falta deles e muito menos pagar para cuidar dos dentes. Isso seria dar àqueles condição de ter de volta sua alto estima nem que seja pelo sorriso. As siliconadas podem fazer de novo reposição de suas próteses do tamanho que quizerem. O dinheiro dos brasileiros é para ser gasto com todos por igual não em alguns ou algumas só para exibicionismo.
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