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12 de setembro de 2010

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE



              Há mais de vinte anos passados arqueólogos descobriram ossadas em Jerusalém, julgadas, sem comprovação científica, como restos mortais de Jesus, Maria sua mãe, José, Maria Madalena, etc. Como não havia consistência nas assertivas o assunto o assunto foi logo desprezado, na só pela comunidade científica, mas também pela mídia e curiosos de Platão. O tempo passou. Ano passado, um cineasta procurava enredo para seu próximo filme e achou a descoberta arqueológica interessante e lucrativa, desde que fosse dado foro de verdade ao irrevelado, ao espetaculoso, ao improvável.
             Assim, auxiliado pela mídia internacional e setores conhecidos da indústria da fábula anti-Blíblia, concebeu um roteiro fantasioso para no fundo, negar a ressurreição de Jesus Cristo, ponto basilar da fé cristã. E dinheiro de grosso calibre não faltou para recriar uma farsa, semelhante à do livro “O Código Da Vinci”, hoje rechaçado, acusado de plágio e de enriquecimento fácil do seu autor e editor. Por que investir com tanto ódio contra o cristianismo que transformo o mundo? Há livro no mesmo planeta igual à Bíblia Sagrada, que interage homogeneamente desde Gênesis ao Apocalipse, toda a trajetória do novo e os desígnios de Deus?
            “Bem-aveturados os que não viram, mas creram”. Disse Jesus. Após haver ressuscitado ao terceiro dia como previu, Jesus apareceu igualmente a mais de quinhentas pessoas, conforme asseveraram os apóstolos Paulo, Pedro, Thiago e os evangelistas. A sua ressurreição não é um dogma e sim um fato histórico irretorquível. Será porque nenhuma outra religião no mundo registra um Messias humano deificado, ou Deus humanizado, para que se cumprissem as escrituras, as profecias e a própria voz do Pai vinda do céu no batismo do Filho ante João Batista: “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. E João: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Inaugurava-se ali, no rio Jordão, o sentido maior de sua vinda: o perdão dos pecados do mundo através de sua morte na cruz (sacrifício vicário), o qual se completou com a ressurreição, vencendo, por conseguinte, a morte.
            Não cabe aqui, por falta de espaço, citar centenas de eventos testificadores da condição divina do Filho unigênito de Deus. Só posso admitir, em meios a tantas blasfêmias, heresias e escárnios o que o humano coisificado procura impingir, sem sucesso, desde Nero, Calígula, Domiciano, Hitler, Stalin, e numerosos endemoniados, ao longo do tempo. Todos morreram. Apodreceram as carnes e nem sequer ficou um cheiro de calúnia, porque o sangue dos justos fertilizou a terra e a fé da humanidade em Cristo Jesus. De antemão, só posso concluir com relação aos ensandecidos de hoje, “que estão perdoados os seus pecados porque não sabem o que fazem”.


Crônica retirada do Livro - EM DEFESA DA FÉ CRISTÃ. Se você durante todo o Ano não conseguiu ler um livro apenas, escolha esse do Dr. Valério Mesquita. E tenha certeza que não irá se arrepender. Bjusss

30 de agosto de 2010

NOSTALGIA

Neste ESPAÇO, você encontrará vários artigos deste grande escritor norteriograndense

Dr. Valério Alfredo Mesquita
Nascido em Macaíba-RN, Valério Alfredo Mesquita diplomou-se em Direito pela UFRN. Ainda muito jovem, ingressou na política, elegendo-se prefeito de sua cidade natal (1973-1975) e posteriormente deputado estadual por várias legislaturas. Considerado uma das maiores expressões da cultura potiguar na atualidade, presidiu a Fundação José Augusto, onde desenvolveu um trabalho digno de registro. Ex-membro honorário do Conselho Estadual de Cultura, sócio efetivo da União Brasileira de Escritores (secção RN), do Instituto Histórico e Geográfico do RN e da Academia Norte Rio-grandense de Letras, onde ocupa a cadeira 21, que tem por patrono o poeta Antônio Marinho, atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte. Em sua extensa e valiosa bibliografia, destacam os seguintes livros: ‘O Tempo e sua Dimensão’, ‘Macaíba de seu Mesquita’, ‘A Política e suas Circunstâncias’, ‘Perfis e Outros Temas’, ‘Poucas e Boas’, ‘Frutos do Tempo’, ‘Trilogia do Cotidiano’, ‘Inquietudes’, ‘Memórias Provincianas’ e ‘Em Defesa da Fé Cristã’.



NOSTALGIA

           Vivo o desconforto e a nostalgia de mim mesmo ao me deparar com o sonho dos meus 20 anos que a idade madura não confirmou. Sinto-me disperso, irrealizado, quando retorno às minha origens telúricas. A meta de trazer o passado ao presente, reconstruí-lo pela palavra e pensamento a fim de reconsquistar a minha au-estima, parece-me uma tarefa hercúlea porque constato que o personagem não sou eu mas, sobretudo, o tempo. Deduzo que, precisaria recriar os fatos e renascer as pessoas. Verifico que sou o resultado de todas as convivências e acontecimentos afins do passado. Por isso o vácuo e a irritação me arrastam ao entendimento incluso de que tudo foi ilusão e e fantasia, ou infecção sentimental.
           Mas, o patrimônio existencial da terceira idade, onde a memoria olfativa, a auditiva e, principalmente, a visual procuram restituir-me o universo perdido das fases inaugurais da vida. Aquela lua cheia, por exemplo, vista do cais de Jundiaí em Macaíba - RN, como se estivesse pendurada por fios invisisíves, atras doa coqueiros e eucaliptos, infundia-me na adolescencia negro mistério do tempo da colonização dos escravos, indios e colonos, de escuridão e medo, como se as fases da lua chegassem naquele tempo por édito imperial. Como me perco na contemplação do Solar do Ferreiro Torto e os seus sortilégios de poder, carne, cobiça e paixão. E a descortinação surpreendente do Solar dos guararapes. Quantas perguntas insaciadas não existem sobre o que ocorreu ali? Os seus fantasmas que subiam e desciam a colina sob a batuta do senhor de engenho numa cosmovisão ora polêmica, ora lírica, dentro do abismo da memória?
         “Tú não mudas o mundo. Mas o mundo te muda”. Talvez essa frase de Otto Lara Rezende explique e me convença que o futuro nada tenha a ver comigo, porque o passado está mais presente em mim do que o próprio presente. Em cada passo em minha terra revisito os mortos na lembrança tentando reconstituir os fatos com os quais dividi o tempo. Adquiri o hábito de rezar por quase todos eles, todas as noites. Faço-os prolongar no meu convívio pela relembrança. Para mim o chão dos antepassados é sagrado, mesmo que estejam sepultados nele resquícios enferrujados e rangentes de um antigo fausto. Mesmo debilitada pela decadência física, da feição das caras e das coisas, o que mais me doi é a decadência das mentalidades e dos antigos costumes, como se fosse hoje um porão cheio de escuro, melancolia e solidão. Nostalgias, nada mais.


Meus agradecimentos ao Dr. Valério, que me enviou por email este brilhante artigo, para postar neste Espaço. Dedico a todos aqueles que não vivem sem uma boa leitura. Espero que gostem. Deixem um comentário. bjuss

28 de agosto de 2010

O QUINTO EVANGELHO

O QUINTO EVANGELHO
JEFFREY ARCHER
                    O leitor que me desculpe, mas Cristo é fundamental. Volto ao tema cristianismo porque novamente surge outra heresia. Assinado pelo romancista Jeffrey e um teólogo inexpressivo chega às livrarias dos continentes um livro que reabilita judas Iscariotes e nega os milagres do Salvador do mundo. O autor é inglês e anglicano e atuou na política como membro do parlamento no tempo de Margaret Thatcher.   
                    Archer não logrou êxito na carreira. Em 1986, o jornal Daily Star publicou uma reportagem segundo o qual o escritor teria pago duas mil libras para uma prostituta. Acuado, o “advogado” de Iscariotes fabricou um álibi e foi preso em 2001 por perjúrio (calúnia) e obstrução da justiça. Somente ganhou a liberdade em 2003.
                    Este é o perfil moral do escritor, segundo o jornal Folha de São Paulo, edição passada. Vem engordar a indústria da crítica cultural da Europa que procura dilacerar o cristianismo. As banalidades apontam Judas como herói desse novo processo “científico” colocando como narrador do horroroso “quinto evangelho” o fictício Benjamim Iscariotes, filho virtual de Judas que afirma, entre outra invencionices, que o traidor de Cristo não se enforcou. Morreu crucificado. Ao contrário do texto dos quatro evagelhos oficiais, ditados pelo Espírito Santo, a versão do livro que indica que “Judas era um iniciado que traiu Jesus a pedido dele próprio e para a redenção da humanidade”. Ora, a vinda do Messias prometido foi anunciada no Antigo Testamento pela quase totalidade dos Profetas. Bem como de que Ele seria traído, entregue para ser morto e que ressuscitaria ao terceiro dia. Judas Iscariotes – todo cristão sabe – queria que Jesus derrubasse o poder dominante dos romanos. Era político, tanto quanto foi também, desastradamente, o desqualificado autor do livro Jeffrey Archer. O compêndio lançado em marco tem apenas cem páginas. O seu parceiro é um romancista (Frank Maloney) que utiliza expediente ficcional na releitura dos textos Bíblicos, a ponto de proporem os dois revisões nos quatros evangelhos. Como podem, hoje, as igrejas evangélicas e católicas suportarem tal infâmia de dois romancistas ambiciosos, que prevalecem de jurássico e imprestável manuscrito em papiro perdido há cerca de mil e setecentos anos e com irrefutável suspeita de fraude? Obviamente para ganhar dinheiro com um tema atraente, diferente, atípico, escandaloso e que passou por tantas mãos, museus, negociantes e mal-intencionados tradutores.
                   The Gospel According to Judas by Benjamin Iscariot”, titulo original da fanfarrônica obra, pretende abrir cadeia da história para outras reabilitações: a de Barrabás, a de Herodes Antipas, a de Pilatos, a de Caifaz, a de Caim, enfim, todos os vilões da história sagrada. Leia caro leitor, para concluir que a vinda de Jesus ao mundo não se deveu às circunstâncias ou a casualidade. Tudo foi previsto. Entre centenas de referencias bíblicas sobre o assunto, cito algumas: Gênesis 3:15, onde está dito o Messias seria um homem da descendência da linhagem de Judá; em Deuteronômio 18: 15-19, foi revelado que um profeta semelhante a Moisés se levantaria depois dele; em Samuel 2: 35-36 foi prometido um Sacerdote fiel: Jesus Cristo; em II Samuel 7:12, o Messias descenderia da linhagem de Davi; em II Samuel 7:14, o Messias será o filho de Deus ; em Isaias 7:14, uma virgem conceberá e dará à luz um filho.....Jesus Cristo; Miquéias 5:2, diz que o Messias nasceria em Belém da Judéia; Zacarias 9:9, o Messias trará salvação a todos; Zacarias 9:9 o Messias chegará montado em jumentinho...; Zacarias 10:12 o messias terá traspassado.


Valério Mesquita FOCO 31 de março 2010. Simplesmente maravilhoso vale a pena ser lido. Espero que gostem. Deixem seu comentário. bjusssss 

27 de agosto de 2010

OS PECADOS DO MUNDO DA IGREJA



              Nenhum livro, desde a descoberta do papiro até hoje, possui tanta profundidade e abrangência quanto a Bíblia Cristã. Essa conclusão vem a propósito do escândalo de pedofilia e homossexualismo na comunidade católica mundial, salvando as mais elevadas figuras do clero. São agressões sacerdotais seculares porque toda igreja é feita de homens, mulheres, enfim, seres humanos sujeitos às tentações da carne e do dinheiro. Quando ocorrem os deslizes, o praticante não imagina ou não leu o evangelho de Jesus afirmar: ”Que até mesmo os cabelos da nossa cabeça estão todos contados” (Mateus 10:30). A sociedade nas naves dos templos, nas ruas da cidade, pode não tomar conhecimento do vício escondido dos subterrâneos eclesiástico. Mas, se o religioso atentasse para as Sagradas Escrituras, veria ainda em Mateus 10:26, o segundo: “portanto, não os temais, porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber”. Frise-se que Jesus Cristo reclamou tal ensinamento quando estabelecia os postulados básicos da missão aos doze apóstolos. Leia-se hoje, as suas igrejas.
                Na primeira linha, na parábola do semeador, Lucas, capitulo 8:17 repete que “Não há coisa culta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não venha à luz”. Quem sabe se a provação porque passa a igreja, nas próprias entranhas não se reveste um desígnio superior para cessação dessa conduta libidinosa e criminosa interna de hodiernos discípulos desviados. O Vaticano ao se retratar não esconde que cada obreiro que escolher o mundo, deve levar consigo a sua cruz, assim na terra, como no céu.
               Entendo que a instituição não deve ser atingida, a menos que, não transfira ao “poder de César” aquilo que lhe pertence: punir exemplarmente o transgressor pelo crime comum. O homem pode envelhecer, mas a instituição nunca, porque ela é legado de Deus vivo. As igrejas devem olhar para o futuro porque é para ele que caminha a humanidade. É para lá que vamos passar o resto de nossas vidas. Por isso, elas devem se restaurar, se revitalizar, se purificar e expôr os falsos profetas. Nenhuma igreja é infalível. Só Deus e Jesus Cristo é cem por cento homem, cem por cento Deus, e, como tal foi o único sem pecado. O homossexualismo, ou outros desvios da conduta sexual, tido como normal, já não é tratado hoje como doença. A lei pune a discriminação. Mas nenhuma igreja, seja católica, evangélica, islâmica, etc., vai merecer o respeito dos adeptos, se escolher entre ordenados, homens dessa natureza, porque os seus livros básicos ou fundamentais consideram-nos impuros. Alguns segmentos podem, recebê-los como seguidores, mas não como celebrantes do rito antigo e aceito. Deduzo que, onde estiver o homem, estará com ele o pecado. Fazer o que?
                O que escrevo não representa um julgamento. Jamais ousaria fazê-lo. Exercito um comentário sobre a fragilidade e a vulnerabilidade humana. Chamar, sim, a atenção dos desavisados para as lições de Jesus através de Lucas e Mateus: nada na face da terra, deve ficar omitido. Há mias de dois mil anos isso foi dito. Daí, citar o ditado popular que nem todo mal é mal, nem todo bem é bem. Não há mal, que não traga um bem. Aos cristãos – para o tema o que abordo – recomendo a leitura dos livros do Eclesiastes e de Provérbios. Certa está a estrofe do hino sacro: “Senhor, eu sei que tu me sondas”. Se os pedófilos ou desviados de todo gênero e de todo credo refletirem melhor, o correto é não ingressar no serviço religioso porque ai não é o seu lugar. Igreja é congregação dos justos e não refúgio de degenerados.


Este Artigo é de Valério Mesquita da Revista Foco, Ano X, nº173, Natal-RN, edição de 5 de maio de 2010.