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1 de janeiro de 2020

E SE… JESUS NÃO TIVESSE NASCIDO



Jesus, em sua época, não foi o único a ser chamado de Messias. Entre os judeus, o Messias era o líder profetizado que os libertaria da dominação estrangeira, dando início a uma nova era. Mas Jesus foi o único que transformou esse conceito do judaísmo em uma ideia de libertação espiritual, mais complexa.
Após a crucificação, seus discípulos passaram a pregar ativamente para não judeus, com um sucesso ímpar. Sem Jesus, obviamente, não existiria cristianismo, nem nada parecido. E sem cristianismo a Europa acabaria dividida em vários segmentos religiosos.
O Império Romano daria origem a dois deles. Os descendentes da parte ocidental do Império, a que tinha sede em Roma, são os países latinos, que foram conquistados por germânicos, mas mantiveram sua identidade na forma da língua. O português, o espanhol, o francês e o italiano nasceram de dialetos do latim puro.
Nesse pedaço do império, ali pelo século 2, havia uma religião em ascensão, que substituía o culto ao panteão greco-romano. O nome dela era mitraísmo – uma versão bastardizada do zoroastrismo, que celebrava o deus persa Mitra e o deus romano Sol (a personificação do Sol) como uma única figura. 25 de dezembro era o dia de Sol Invictus, uma comemoração do solstício de inverno no Hemisfério Norte.
O solstício é a noite mais longa do ano. Dali em diante os dias ficam mais compridos. É o Sol vencendo a escuridão de novo. A data era comemorada com banquetes pelos mitraístas. Não só por eles: todas as culturas do Hemisfério Norte têm alguma celebração de solstício de inverno.
Bom, o mitraísmo não era popular na parte oriental do Império, aquela com sede em Constantinopla (atual Istambul) e a que sobreviveu à queda de Roma com o nome de Império Bizantino.
Essa foi a parte que mais se cristianizou, ainda que o cristianismo continuasse a ser bem minoritário quando o imperador Constantino 1o se converteu, no século 4, levando a uma explosão de conversões nas décadas seguintes. Sem cristianismo, os deuses do Olimpo perdurariam nas regiões onde hoje prevalece a Igreja Ortodoxa, filha dos bizantinos.
As outras civilizações europeias seriam os germânicos que não se latinizaram, no centro e norte da Europa, os celtas, que se mantiveram nas ilhas britânicas e na Bretanha francesa, e os eslavos, a leste e sul, só para ficar nos maiores. Essas civilizações todas trocariam suas figurinhas, como foi no cristianismo. Mas a situação seria mais instável e hostil, e essas trocas, sem uma língua franca e o estudo institucional estabelecidos pela Igreja, seriam mais modestas.
No fim, dessas partes todas, a única realmente “ocidental”, capaz de preservar o conhecimento da Antiguidade, seria o oriental Império Bizantino.
Quanto ao resto do mundo, a influência maior de todas seria uma ausência: o Islã. Maomé fundou uma terceira religião abraâmica porque acreditava que tanto o judaísmo como o cristianismo teriam sido “corrompidos” em sua mensagem original. O Islã, então, surgiu no século 7 como uma espécie de amálgama, juntando a lei mais estrita do judaísmo com o poder de arrebanhar fiéis do cristianismo. Imbuídos de uma nova fé, os islâmicos rapidamente conquistaram territórios a leste e oeste, acabando com o Império Persa, chegando até a Península Ibérica em um século, e enfraquecendo imensamente o Império Bizantino. Sem Islã nem cristianismo, não haveria Cruzadas. Sem Cruzadas, não haveria o gosto adquirido por especiarias pelos cavaleiros que voltaram para casa, iniciando o comércio muito lucrativo que moveria a história. E o Império Bizantino teria sobrevivido.
Na vida real, a queda de Constantinopla, em 1453, levou ao domínio monopolista otomano das rotas de especiarias, e os otomanos, que eram islâmicos, jogaram os preços nas alturas, motivando espanhóis e portugueses a buscar outras rotas. Sem Islã e sem queda de Constantinopla, não haveria motivo para as grandes navegações. Alguém chegaria à América uma hora, mas os europeus não são os mais prováveis candidatos.
Os escandinavos de fato descobriram a América por volta do ano 1000, mas foram expelidos facilmente pelos nativos. Com a Europa fora da corrida, a Pérsia, a Índia ou a China colonizariam a América. Talvez o Brasil abraçasse o hinduísmo – e o Natal daqui seria o Pancha Ganpati, um feriado do hinduísmo dedicado a Ganesha, o deus-elefante, e ao solstício de inverno.
Ainda seria má notícia para as populações nativas, mesmo sem o ímpeto da conversão: os asiáticos gostavam de ouro tanto quanto os europeus.  
Em resumo, sem o cristianismo a Europa quase certamente não atingiria a dominância que atingiu. Deixados em paz, os iranianos – nome como os persas chamavam a si próprios – seriam outra civilização potente, assim como a Índia, que também enfrentou muitas guerras e conquistas dos islâmicos.
Os iranianos, inclusive, haviam preservado bastante o conhecimento dos gregos, o que permitiu a Era de Ouro do Islã quando foram conquistados. Mas não há garantia nenhuma que isso levasse a um Iluminismo ou a uma Revolução Industrial asiática ou bizantina. Eram todas civilizações avançadas, mas nenhuma desenvolveu espontaneamente a ascensão da burguesia industrial contra a nobreza proprietária de terras – e foi isso que moveu uma mudança radical, tanto na produção como no pensamento, sempre sob influência europeia.

Por Alexandre Versignassi
Fonte: Superinteressante

4 de setembro de 2015

JHOEICILEIFRANKLINSHEIXE, JHARKHINAWHANNEKHEMILLY, JHARTCHANKEULAMAR, JHARDEIKLEICHECK, JHAESNEANFLAYQUISHEIDEIX, JHARQUILANKLEYBIA, JHOENAMARKEISSENE, JHAULISMAFLANCYO


O início de tudo foi com o soldador João de Deus da Silva, São Mateus do Maranhão (MA). Ele sempre se incomodou com o próprio nome, por ser comum. Então, decidiu se chamar Sol Hidramix Riosraiosparaíso Diforças Hahlmeixeixas Hinfinito, um apelido, porque a alteração no documento não foi permitida pela Justiça. Na cidade, ninguém o conhece como João, apenas como Hidramix. Sua ex-mulher, Maria Deusamar Alves de Souza, quis ser chamada de Deusa. Separados há dez anos, os dois ainda concordam com uma coisa: nome comum não tinha vez na casa. A família de nomes inusitados hoje se divide em três cidades brasileiras: São Mateus de origem, Brasília e São Carlos (SP).

EM SÃO MATEUS DO MARANHÃO

Nome: Jhoeicileifranklinsheixe Apelido: Franklin

Nome: Jharkhinawhannekhemilly Apelido: Khemilly

Nome: Jhartchankeulamar Apelido: Jhartchan (na escola) e Keula (em casa)

Nome: Jhardeikleicheck Apelido: Kleicheck (Já falecida)


EM SÃO CARLOS EM SÃO PAULO

Nome: Jhaesneanflayquisheideix Apelido: Flayqui

Nome: Jharquilankleybia Apelido: Cris(escola) e Kleybia (em casa)

Nome: Jhoenamarkeissene Apelido: Keissene


EM BRASILIA

Nome: Jhaulismaflancyo Apelido: Flancyo



O QUE DIZ A LEI

A Lei de Registros Públicos, 6.015/73, em seu parágrafo único do artigo 55, prevê que os oficiais do registro civil não podem registrar nomes que exponham ao ridículo os seus portadores. “O bom que não tivemos dificuldade para registrar o nome deles, mas registrar a nossa neta foi mais difícil e precisamos de advogado para isso”, diz Sol Hidramix, indicando que os responsáveis pelos registros ficaram menos tolerantes com o passar do tempo. A alteração do prenome é proibida pelo artigo 58, podendo ser alterado só em circunstâncias excepcionais.  Segundo o artigo 56, o interessado, logo após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador, alterar o nome, desde que não prejudique os sobrenomes. De acordo com o artigo 57, qualquer alteração posterior de nome, somente por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público, será permitida por sentença do juiz a que estiver sujeito o registro, arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração pela imprensa. Em seu artigo 109, a mesma lei prevê a possibilidade de correção de erros nos assentos de registros civil.





Fonte: G1.com

Créditos: Edição: Shin Oliva Suzuki  Reportagem: Glauco Araújo Design: Karina Almeida, Roberta Jaworski e Thiago Kawano Desenvolvimento: Hector Otavio, Fábio Rosa e Rogério Banquieri

8 de abril de 2015

CIENTISTA DA NASA ANUNCIA PELA PRIMEIRA VEZ A POSSÍVEL EXISTÊNCIA DE ALIENÍGENAS


A humanidade está prestes a descobrir vida alienígena, afirmou a cientista chefe da Nasa, Ellen Stofan.
Iremos obter fortes indícios da existência de vida fora da Terra dentro da próxima década, e acredito que teremos a evidência definitiva nos próximos 20 a 30 anos, afirmou Stofan nesta terça-feira (7), durante uma conferência sobre as missões da agência para encontrar mundos habitáveis e vida alienígena.
Sabemos onde procurar. Sabemos como procurar, afirmou Stofan durante a palestra. Na maioria dos casos nos temos a tecnologia, e estamos no caminho para implantá-la. Acho que estamos no caminho certo.
O astronauta John Grusnfeld, que administra o programa de ciências da agência americana, prevê que esses sinais de vida serão encontrados logo e no próprio sistema solar.
Acho que estamos a apenas uma geração de encontrar um indício em nosso sistema solar, seja em uma lua congelada ou em Marte, afirmou Grunsfeld.
De acordo com o executivo da NASA, descobertas recentes sugerem que o sistema solar e alguns planetas na fronteira da Via Láctea possuem ambientes que podem suportar a vida como conhecemos na Terra.
Duas luas de Júpiter, Ganimedes e Europa, possuem oceanos de água líquida, além do satélite Enceladus, de Saturno. Os cientistas também sabem que boa parte de marte era coberta por um oceano, provavelmente de água salgada.
A sonda Curiosity também descobriu na superfície de Marte moléculas orgânicas de carbono e nitrogênio fixado, ingredientes básicos para a vida.
 
msn

31 de março de 2015

QUE ÁRVORE VOCÊ QUER SER??


Você já imaginou morrer e ter a possibilidade de não ter que ser colocado dentro de um caixão? Odeio imaginar... Não a morte, e sim, aquele maldito caixão. Sempre comento com amigos ‘não tenho medo da morte e sim do caixão’!
Melhor que imaginar isso é saber que designers italianos Anna Citelli e Raoul Bretzel, criaram uma cápsula orgânica e biodegradável capaz de transportar um corpo em nutrientes para uma árvore. Que maravilha!!!
Eu particularmente torço para que o projeto dê certo já que a morte é FATO!!
Eu tenho certeza que seria melhor como uma opção ambientalmente responsável do que ser enterrada naqueles caixões, pelo menos irei fazer jus à expressão “ciclo da vida”!
Enfim, esse projeto desenvolvido pelos designers italianos funcionaria assim: O falecido é colocado numa cápsula e enterrado. Em seguida, uma muda de árvore ou semente escolhida em vida pela pessoa é plantada acima da urna biodegradável. Assim, a matéria orgânica gerada pela decomposição do organismo será aproveitada. Neste caso, familiares ou amigos se encarregarão de cuidar da árvore. É lógico!
Os idealizadores do projeto defendem a ideia de transformar os atuais cemitérios. Que para alguns, tratam-se de lugares tristes e pouco frequentados  em florestas sagradas. As árvores serão os elementos a manter a memória das pessoas que se foram. Seria uma memória viva.
Contudo, o referido projeto enfrenta várias restrições religiosas e jurídicas.
Religiosa não preciso citar aqui! Já as restrições jurídicas, dentre outras, seria sobre a carga biológica que adentra o subsolo o que poderia transformar essa floresta em área contaminada e colocaria em risco os nossos lençóis freáticos esse é um dos pontos negativos por exemplo.
Li na Net e gostei!!

18 de dezembro de 2014

LS, LT, LTZ, XEI, XLI, etc. NOS AUTOMÓVEIS!! Você sabe o que significam essas Siglas??


Sempre me perguntava sobre esse assunto. Porém, nunca tinha parado para pesquisar. Hoje fazendo a revisão do meu carro comecei a observar os outros e cada um continha uma sigla diferente. Curiosa, perguntei aos mecânicos e eles não sabiam explicar direito um disse: acho que é por isso... o outro acho que é por aquilo. Resolvi fazer a pesquisa e achei mega interessante! Não só pelo significado, mas sim, pelo quanto pagamos pelo um T ou um Z contido na sigla de um carro.

Não é uma tarefa nada fácil comprar um carro, ainda mais para as pessoas que não estão muito acostumadas a acompanhar as novidades do mercado automotivo. São muitos lançamentos e itens que devem ser observados antes do cliente fechar negócio. E ainda por cima grande parte dos carros estão acompanhadas por nomes e siglas que não explicam muito sobre o modelo. Na verdade, as siglas são fundamentais para entender as características e os diferenciais de cada modelo. O grande problema é que a maioria das pessoas não sabem o que significa estas siglas.
Apesar de parecer uma convenção, afinal de contas estas siglas acabam sendo encontradas em diversos carros de modelos diferentes, na verdade cada montadora é livre para escolher as siglas que bem entender para colocar no seu carro. A grande vantagem é que quando a montadora coloca alguma sigla que já é consagrada, ajuda muito no esforço de marketing para vender e explicar melhor o que cada carro de diferente. Mas algumas montadoras preferem investir e colocar siglas próprias relacionadas a alguma característica específica de sistema próprio da montadora
No geral, as siglas seguem o padrão a seguir (mas podem haver variações entre alguns fabricantes):

G - Significa Grand
L - Significa Luxo
T - Significa Turismo
S - Significa Super
X - Significa Sport para não confundir com S e dar mais agressividade
M - Significa Multi
P - Significa Point
F - Significa Fuel
I - Significa Injection

Sendo assim, a sigla XS, de modo geral, significaria Sport Super. Já a sigla “MPFI” significa Multi Point Fuel Injection (Injeção Eletrônica de Combustível em Múltiplos Pontos), e assim por diante.

SIGLAS DA CHEVROLET
Dentre todas as grandes montadoras, uma das que mais possui siglas diferentes é a Chevrolet. Como os carros da montadora são muito procurados pelos brasileiros, a curiosidade em relação ao significado de cada sigla acaba saltando aos olhos.  Algumas delas realmente são muito conhecidas do público de um modo geral, e que servem principalmente para ajudar a vender o carro, já que as pessoas que procuram acabam realmente focando na busca por estas siglas. Um exemplo clássico é o carro 4X4 (apesar de utilizar números também é considerado uma sigla). Conhecer os significados destas siglas realmente é muito importante para saber exatamente o que está sendo comprado.

Sigla
Significado
LS
Luxury Standard (Versão de Entrada)
LT
Luxury Touring (Versão Intermediária)
LTZ
A letra Z, última do alfabeto, representa o modelo top de linha.
VHC
Very High Compression, ou seja, motor de alta compressão
SFI
Sequential Fuel Injection (injeção de combustível sequencial)
DLX
De Luxe
GL
Gran Luxe
GLS
Gran Luxe Sport
CD
Confort Diamond
SS
Super Sport
RS
Rally Sport
Joy
Significa Alegre
Maxx
Significa Máximo


SIGLAS DA TOYOTA
Sigla
Significado
XEi
Extra Executive
Xli
Extra Luxe

ALGUMAS SIGLAS SÃO DE USO GLOBAL, POR TODAS AS MARCAS:
SIGLAS GLOBAIS
Sigla
Significado
GL
Gran Luxo
GLS
Gran Luxo Super
CD
Comfort Diamond
GLX
Gran Luxo Extra
GSI
Gran Super Injection
GT
Gran Turismo
GTI
Gran Turismo Injection
GTS
Gran Turismo Sport
SLX
Super Luxo
SS
Super Sport
XLT
Extra Luxe Total

CURIOSIDADES E MAIS SIGLAS
Mas é claro que não é apenas a Chevrolet que coloca diversas siglas nos seus carros, sendo que elas também podem ser encontradas em praticamente todos os outros modelos que são lançados. Vamos conferir agora algumas curiosidades interessantes sobre os tipos de siglas que acompanham os nomes dos carros:

Trend: Muitos modelos de carros que são lançados pela Volkswagen acabam sendo acompanhados pela palavra “Trend”, que não chega a ser especificamente uma sigla, já que a expressão é uma palavra. Esta expressão nos Estados Unidos significa tendência e apesar de ter sido adotada por algumas outras montadoras acaba aparecendo com mais frequência na montadora Volkswagen. Ela está sempre se referindo a um tipo de pacote de acessórios que é lançado para determinados tipos de veículos. Geralmente a palavra também aponta que a aquele carro terá um acabamento diferenciado.

SW: Quando a pessoa compra um carro que tenha acompanhando o seu nome a sigla SW na verdade ele está comprando uma Station Wagon. Fazendo uma tradução livre do inglês par ao português, a palavra na verdade significa vagão de trem e está se referindo diretamente a forma do vagão, já que estes carros são as conhecidas peruas. A sigla também pode ser encontrada com um número acompanhando, como SW4, utilizado pela Toyota, que neste caso significa que a pessoa está comprando uma perua com tração nas quatro rodas.

VHC: Como vimos anteriormente algumas siglas são relacionadas a forma do carro, mas outras estão relacionadas diretamente ao motor do veículo, como é o caso do VHC, que pode ser encontrado em modelos do Celta, por exemplo. Esta sigla significa Very High Compression, ou seja, um motor de alta compressão. Na prática, isso significa que este motor é mais potente do que o encontrado na versão anterior do carro de mesmo modelo.

Fire: O Fire encontrado em alguns modelos como no Palio pode ser traduzido como fogo, o que geralmente as pessoas fazem. E realmente a palavra está relacionada porque este modelo era mais potente do que o anterior, e como o fogo sempre passa a ideia de algo mais potente grande parte das pessoas acham que a palavra é uma referencia. Mas na verdade Fire é uma sigla que significa Fully Integrated Robotized Engine, que traduzido para o português ficaria algo como Motor Robotizado Totalmente Integrado.

STI: Subaru Technical International. Esta foi uma divisão que foi criada pela Subaru para coordenar o desenvolvimento de seus carros de modelo esportivo, especialmente os que são feitos especificamente para as competições de Rali.


Fonte: salaodocarro.com

27 de outubro de 2014

SEIS POR MEIA DÚZIA






Milhões nas ruas protestando; sete em cada dez eleitores declarando desejo de mudança no governo. O cenário no qual transcorreram as eleições de 2014 prenunciava uma transformação profunda da política brasileira. O resultado não poderia ser mais contrastante. O Congresso Nacional terá poucas caras novas e com sobrenomes velhos. Os Estados continuam sendo governados, na imensa maioria, pelos mesmos caciques de sempre. E Dilma Rousseff (PT) segue sendo presidente do Brasil, após derrotar o PSDB no segundo turno: 2002, 2006 e 2010 “reloaded”.
Das 27 eleições para governador, só dá para dizer que houve algum tipo de renovação em quatro. Nas outras 23, o atual governador se reelegeu, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, ou fez o sucessor, como em Pernambuco e na Bahia, ou o eleito é um ex-governador, como no Espírito Santo, Tocantins e Piauí. Na melhor das hipóteses, o novo governador pertence a um grupo político que, não faz muito tempo, mandava no Estado.
A maior renovação aconteceu no Maranhão, com Flávio Dino (PC do B), que desalojou o clã dos Sarney. No Mato Grosso, Pedro Taques (PDT) é um procurador tornado senador que se elegeu governador. Não foi eleito por ter parentes políticos. No Distrito Federal, a eleição de Rodrigo Rollemberg (PSB) acabou com a polarização entre o PT e o grupo de Joaquim Roriz. No Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) põe fim a uma era do PMDB no poder. Só.
Em todo o resto, a troca de comando, quando houve, foi de seis por meia dúzia. Ou, no máximo, por um terço de 18.
Dos 513 deputados federais, 401 tentaram se reeleger e 290 conseguiram. Sua taxa de sucesso foi de 72%. Nada se correlaciona mais com a vitória na eleição parlamentar do que já ser um parlamentar. Por outro lado, se “apenas” 290 estarão de volta a Brasília no próximo ano, quer dizer que 223 são novos, certo? Não exatamente. Pelo menos 25 não são novatos, mas redivivos. Já foram deputado antes, só tinham dado um tempo.
A Câmara terá 198 neófitos que terão seu primeiro gabinete brasiliense. Formalmente, é a maior taxa de renovação desde 1998: 39%. Mas o exame da lista de eleitos revela que grande parte das caras novas têm sobrenomes ou nomes de guerra velhos conhecidos do Congresso, como Covas, Cardoso e Garotinho.
Mudam só os prenomes: Bruno em lugar de Mario, Clarissa em vez de Anthony. Às vezes nem isso, basta acrescentar um “júnior”, um “neto” ou até um um “bisneto” no final. São todos herdeiros do poder, como Newton Cardoso Jr., Expedito Netto e Arthur Bisneto. A hereditariedade do poder é um dos legados da monarquia que a república brasileira conserva com mais afeto e zelo.
Entre os neófitos, quem não chegou lá por ser parente se encaixa em pelo uma dessas categorias: já passou por outro cargo eletivo (prefeito, deputado estadual etc), exerceu alguma função pública (policial, promotor etc), é celebridade – com as exceções que confirmam a regra. Na Câmara, a eleição foi seis por meia dúzia.
Por que os gritos e cartazes não se converteram em votos de protesto? Não em quantidade suficiente para mudar os donos do poder. Por que? Há várias respostas, esta é apenas uma.
Porque quem foi às ruas protestar foi um segmento expressivo, mas um segmento, não toda a população. Eram majoritariamente jovens que tiveram mais oportunidades de estudo do que qualquer outra geração anterior à deles na história do Brasil. Mas que não conseguem equiparar esses anos de estudo a cifrões nos seus salários. Estão mais frustrados do que as gerações anteriores. Foram essas gerações mais velhas que decidiram a eleição.
Os mais velhos votaram na continuidade. Não arriscaram porque, mesmo sem tanto estudo quanto os filhos, experimentaram um incremento de renda que nem seus pais nem avós experimentaram. Para eles não era seis por meia dúzia.

Fonte: estadão

Por: Jose Roberto de Toledo

5 de setembro de 2014

CÁPSULA VENDIDA EM SITE CHINÊS GARANTE VIRGINDADE DE VOLTA


Quanto vale a sensação de perder a virgindade novamente? No site chinês Ali Express, o fetiche sai por até R$ 204. Trata-se da cápsula com hímen artificial e sangue virgem falso. A novidade estranha promete às consumidoras a “virgindade de volta, de uma maneira fácil”.
O produto bizarro é vendido no site por vários preços. O mais em conta é R$ 27,82. Há também anúncios de lotes, que custam até R$ 556,35 (lote com 20 itens). Os preços dos anúncios, porém, podem mudar de uma hora para outra.
Os anunciantes ajudam as consumidoras a entender como o produto funciona. Na descrição, há as seguintes orientações: “Limpe a vagina. Com cuidado, insira a cápsula na vagina, com o dedo. A cápsula irá se dissolver lentamente para formar um hímen falso em cerca de uma hora. Quando o pênis penetrar, um pouco de líquido vermelho vai escorrer para fora, assim como o sangue virgem”.
A vontade de ter a sensação da virgindade de volta requer paciência. Nos anúncios, o prazo para entrega do produto, que vêm do exterior, são de 60 a 90 dias. Para quem ainda ficar na dúvida quanto ao propósito do produto, os anunciantes deixam claro para quem ele é destinado: “casais que querem um pouco de diversão sexual”.
Segundo uma pesquisa feita pelo EXTRA em uma clínica especializada em himenoplastia - reconstrução do hímen - de São Paulo, a cirurgia custa, em média, R$ 6 mil. O preço é cerca de 29 vezes maior do que a cápsula mais cara à venda no Ali Express.
Os anúncios no Ali Express não descrevem do que exatamente é feita tanto a cápsula quanto o líquido vermelho que sai quando ela é rompida. A única informação é de que não há química, mas extratos vegetais. O ginecologista Mário Vicente Giordano, membro da diretoria da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Sgorj), explica que qualquer produto, mesmo sendo à base de planta, pode gerar alergias se tiver corantes, principalmente em pacientes pré-dispostas.
“A gente não sabe o que isso pode causar para a saúde da mulher, do ponto de vista genital. Isso pode alterar a fisiologia da vagina, pode gerar processos inflamatórios, infecciosos e alérgicos. Na embalagem, tem que ter escrito do que é composto, como deve ser usado e dos riscos. Você não pode usar uma substância que você não sabe do que é feita”.

Fonte: extra. globo.com

Por: Rafaella Barros 

9 de agosto de 2014

DOMINGÃO TEM SUPERLUA


Se a Lua é mesmo capaz de inspirar os apaixonados, neste domingo prepare-se para paixonite aguda. Teremos o que os astrônomos (ótimos de ciência, péssimos de marketing) chamam de “Lua cheia no perigeu”. Ou, muito mais popularmente, uma “superlua”.
O fenômeno é resultado do fato de que a Lua muda de tamanho no céu constantemente ao longo dos dias. Isso acontece porque sua órbita não é perfeitamente circular, mas sim ovalada - uma elipse. Nessa trajetória que ela leva cerca de 28 dias para completar, em certos momentos o satélite natural fica mais perto da Terra, noutros mais distante. O momento de máxima aproximação é chamado de “perigeu”, e o de maior distanciamento é o “apogeu”. Quando a Lua cheia coincide mais ou menos com o período de proximidade máxima, temos aí a tal “superlua” - termo que na verdade foi cunhado por astrólogos (ótimos de marketing, péssimos de ciência) e agora pegou.
No caso deste domingo, temos a seguinte coincidência: a Lua atinge o perigeu, ficando a “apenas” 356.896 km da Terra, às 14h44. Poucos minutos depois, às 15h11, ela se alinha perfeitamente na direção oposta ao Sol, atingindo a fase cheia.
Resultado: quando ela despontar no horizonte, exatamente oposta à região onde o Sol se põe (procure por ela no leste depois do poente), estará não só cheia e resplandecente, mas tão grande quanto ela pode aparecer no céu, exatamente 14% maior (e 30% mais brilhante) do a mesmíssima Lua cheia, só que ocorrendo no apogeu (cerca de 50 mil km mais distante).
Prepare-se para um espetáculo incrível. Se você pegar a Lua ainda perto do horizonte, onde possa comparar com objetos no chão, você a verá como se estivesse muito grande - certamente maior do que os 14% sugerem. E aí o fenômeno não é o da “superlua”, mas é o da “superilusão de óptica”. Ninguém sabe explicar direito por quê, mas é fato que, quando vemos a Lua perto do horizonte, ela parece ser muito maior do que quando está no alto do céu. (A melhor explicação que ouvi para isso é que, no processamento visual, ter outros objetos de tamanho conhecido na cena faz nosso cérebro recalibrar sua percepção do tamanho do disco lunar no céu, mas ninguém bateu o martelo a esse respeito.)
Na real, se você for pensar a superlua nem é tão espetacular assim. Se ela é 14% maior que a menor Lua cheia possível, se comparada com uma Lua cheia média, ela vai ser apenas 7% maior. E 7% é quase nada. Tão pouco que, durante milhares de anos, seres humanos olharam para o céu e jamais chegaram a imaginar que a órbita lunar pudesse ser elíptica, em vez de circular. E estamos falando de um pessoal que tirava medidas precisas da posição dos astros na abóbada celeste, embora ainda não dispusesse de telescópios. (Johannes Kepler propôs as órbitas elípticas no mesmo ano em que Galileu Galilei fez as primeiras observações telescópicas do céu, em 1609.)
Tem mais: a superlua não é um fenômeno raro. Acontece todos os anos, mais de uma vez por ano. Esta de domingo é um pouco mais rara que a média, dada a proximidade particular do perigeu e o grau de proximidade com o momento da fase cheia (uma “super-superlua” talvez?), mas mesmo esta acontece a cada 13 meses e 18 dias. A próxima superlua acontece em 9 de setembro deste ano e a próxima super-superlua, em 28 de setembro do ano que vem, quando a Lua atingirá um perigeu de 356.876 km (20 km mais perto que neste domingo) e, 1h05 depois (38 minutos a mais que neste domingo), chegará à fase cheia.
Quer saber de uma coisa que só acontecerá agora e não nas outras superluas? Às 15h16 deste domingo, a espaçonave ISEE-3 vai passar a apenas 15 mil km da superfície lunar. Trata-se de um velho satélite da Nasa, lançado em 1978, que ganhou sobrevida recentemente, quando um grupo de amadores nos Estados Unidos ressuscitou o veículo e fez um acordo com a agência espacial para operá-lo. É a primeira missão de espaço profundo realizada pela iniciativa privada. De início, o plano era manobrar a espaçonave para mantê-la nas imediações da Terra, mas o esgotamento dos tanques de combustível impediu o procedimento. Ainda assim, a nave, que já está recolhendo dados científicos, permanecerá em operação pelo grupo, colhendo dados enquanto evolui em sua própria órbita em torno do Sol.
E, claro, se por acaso você perder a Lua no domingo, ela ainda estará exuberante nos próximos dois dias, quando ganhará a concorrência por atenção de uma das mais prolíficas chuvas de meteoros anuais - as perseidas.

Fonte: folha.uol.com

Por Salvador Nogueira

24 de julho de 2014

NA ÍNDIA MÉDICOS REMOVEM 232 DENTES DA BOCA DE UM ADOLESCENTE



Médicos da Índia extraíram 232 dentes da boca de um garoto de 17 anos, em uma operação que durou sete horas.
Ashik Gavai chegou ao hospital com um inchaço na mandíbula direita, disse à BBC Sunanda Dhiware, a chefe do Departamento de Ortodontia do JJ Hospital de Mumbai, maior cidade da Índia.
O adolescente vinha sofrendo havia 18 meses e veio da sua aldeia para a cidade depois que os médicos locais não conseguiram identificar a causa do problema.
O pai de Ashik, Suresh Gavai, citado pelo jornal Mumbai Mirror, disse que seu filho se queixava de dor intensa havia um mês. “Eu estava preocupado que poderia ser um câncer, então eu o trouxe para Mumbai”, disse Suresh.
Os médicos haviam descrito sua condição como “muito rara” e “um recorde mundial”.
“O incômodo de Ashik foi diagnosticado como um complexo tumor odontogênico em que em uma única cavidade da gengiva se formaram vários dentes. É um tipo de tumor benigno”, disse Dhiware.
A médica contou que, no início, “não podíamos cortar os dentes, então tive que usar dois instrumentos simples (um cinzel e um martelo) para arrancá-los”.
“Pequenos dentinhos, que pareciam pérolas começaram a sair, um a um. Inicialmente, nós os guardamos, eles pareciam verdadeiras pequenas pérolas brancas. Depois começamos a ficar cansados. Contamos 232 dentes”, acrescentou.
A cirurgia, realizada na segunda-feira (21), envolveu dois cirurgiões e dois assistentes. Ashik agora tem 28 dentes.
Descrevendo o caso como “muito raro”, Dhiware disse que nunca tinha visto “nada igual na minha carreira de 30 anos”, mas ressaltou que estava “radiante de receber um caso tão interessante”.
“De acordo com a literatura médica disponível sob o assunto, tínhamos conhecimento de um caso que afetou a mandíbula superior em que, no máximo, 37 dentes foram extraídos a partir do tumor. Mas, no caso de Ashik, o tumor foi encontrado no fundo da mandíbula inferior e tinha centenas de dentes.”


G1.com