10 de julho de 2012
ACHADOS ARQUEOLÓGICOS SÃO APREENDIDOS EM SÃO PAULO
A Polícia Federal apreendeu ontem produtos arqueológicos e fósseis na Feira de Antiguidades que ocorre aos domingos no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. O responsável pela comercialização não estava no local.
Após denúncia de que havia produtos proibidos no comércio expostos à venda em um dos estandes da feira, policiais federais e um arqueólogo do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) compareceram ao local e encontraram diversos produtos arqueológicos brasileiros, como mãos de pilão, lâmina polida, pontas de projéteis (flecha ou lança) e uma tanga marajoara de cerâmica. Também estavam à venda fósseis (trilobitas, vieiras, conchas e uma presa de mamute), os quais não puderam ter comprovada sua origem. Todo esse material foi apreendido para apuração da sua origem e levado para a Superintendência Regional da PF na Lapa.
Materiais arqueológicos e fósseis brasileiros são produtos da União e não são passíveis de comércio, conforme previsto na Lei nº 3.924/61 e no Decreto-Lei nº 4.146/42.
Como o responsável pelo estande não estava presente, os produtos foram apreendidos. O responsável será indiciado pelo crime de usurpação de bens da União e, se condenado, poderá cumprir pena de detenção de 1 a 5 anos e multa.
iG São Paulo
8 de julho de 2012
ROGACIANO BEZERRA LEITE
ROGACIANO BEZERRA LEITE:
O POETA FILÓSOFO
José Ozildo dos Santos
Considerado o mais ilustre de todos os poetas de Itapetim-PE, Rogaciano Bezerra Leite nasceu no sítio Cacimba Nova, aos 30 de junho de 1920. Filho de agricultores, teve um infância simples e humilde. Inteligência precoce, cedo descobriu que possuía o dom da poesia. E, aos quinze anos de idade já “mostrava sua tendência para literatura e para a arte de fazer poesia”, tendo, nessa época, desafiado o cantador e poeta Amaro Bernardino.
Na cidade de Patos, Estado da Paraíba, Rogaciano iniciou sua carreira como cantador. Nesse estado, participou de várias cantorias, travando conhecimento com Pinto de Monteiro, de quem tornou-se amigo e discípulo. Posteriormente, transferiu-se para o Rio Grande do Norte.
Em 1943, retornando ao Pernambuco, fixou residência em Caruaru, onde, por algum tempo, redigiu e apresentou seu primeiro programa radiofônico diário.
Poeta andarilho, cantou em diversas capitais brasileiras: “em São Paulo , apresentou-se no Palácio Bandeirantes, sendo reconhecido pelo então Governador Ademar de Barros. Depois escolhe Fortaleza, capital cearense, para fixar residência. Ainda participando de cantorias para sobreviver, especializa-se em dramaturgia, passando a atuar na profissão, apesar de não deixar de ser poeta. Em 1953, casa-se no Rio de Janeiro. Viaja pelo país, mas retoma à Fortaleza. Em 1968, deixa o Brasil e passa curta temporada na França e outros países europeus, incluindo a ex-URSS (União Soviética). Deixou na praça central de Moscou o seu registro maior: a poesia ‘Os Trabalhadores’, que traduzida para o idioma daquele país, tornar-se-ia como epígrafe sua, contida em ponto de relevo”.
Cognado como ‘o poeta filósofo’, Rogaciano Leite deixou extensa produção literária. Entre seus poemas mais conhecidos, destacam-se: ‘Acorda Castro Alves’, ‘Dois de dezembro’, ‘Os Trabalhadores’ e ‘Eulália’, além do famoso soneto intitulado “Se Voltares...”, transcrito a seguir:
Como o sândalo humilde que perfuma
O ferro do machado que lhe corta,
Hei de ter a minh’alma sempre morta
Mas não me vingarei de coisa alguma
Se algum dia, perdida pela Bruma,
Resolveres bater à minha porta,
Em vez da humilhação que desconforta
Terás um leito sobre um chão de pluma
Em troca dos desgostos que me deste,
Mais carinhos terás do que tiveste
E meus beijos serão multiplicados...
Para os que voltam, pelo amor vencidos,
A vingança maior dos ofendidos
É saber abraçar os humilhados
Convidado pelo ‘Jornal Última Hora’, de São Paulo, para escrever uma matéria sobre a seca do Nordeste, apresentou seus resultados em uma série de três poemas: ‘A terra’, ‘O homem’ e ‘O Retirante’, publicados nas páginas daquele jornal paulista, em 9 de março de 1953, dos quais, transcrevemos abaixo, apenas este último:
Sobre a estrada poeirenta os batalhões famintos
Desenham, com seus pés, confusos labirintos
Que outros pés, a seguir, não tardam a apagar;
É o drama... é o desgraçado drama degradante
Do romeiro rural, do rosto retirante
Sem rumo e sem arrimo, e sem arranjo, a errar...
Sob o sol causticante, à margem das estradas,
Em torno aos troncos nus das árvores peladas
Choram homens sem fé, mulheres infelizes...
Criancinhas mirradas, como cães sem dono,
Para iludir a fome e conciliar o sono
Mordem cascas de pau e succionam raízes!
No olhar de cada mãe desesperada e aflita
Há uma dor que vem d’alma, estúpida, infinita
E que o seio materno em convulsões retalha,
Por ver, exposto ao solo adusto e fumarento,
Seu filhinho morrer, famélico e sedento,
Sem um só pingo de água e sem qualquer migalha
A tragédia traduz-se atrás do tosco tronco...
E o bando sem bandeira, abandonado e bronco,
Em pós de se prover do que o País promete,
Expõe-se, estaca, estanca, esvai-se, exclama, estua,
E cansa e cai e xinga e chora e continua
Na mesma cena atroz que aumenta e se repete
No silêncio da noite, à beira de alguns poços
Onde exala o mau cheiro e onde branquejam ossos,
Onde a lama estalou de tanta sequidão
Há clamor de inocentes, maldições de adultos...
E em meio àqueles magros e sedentos vultos
Samaritana alguma estende a sua mão!
Mal nasce o sol de novo, aqueles desgraçados
Rotos, sujos, famintos, fracos, fatigados
Recomeçam seu lento e incerto caminhar,
Tendo apenas de seu a consciência medonha
Da humilhação estrema e última vergonha
De andarem como uns cães, de porta em porta, a uivar!
Ai, meu Deus, quanto horror! Que coisa ultradantesca!
Será que pode haver tragédia mais grotesca,
Gente mais desgraçada e em condições mais vil?
Não pode haver, meu Deus, porque essa caravana
Atingiu os extremos da miséria humana
E esbarrou na maior vergonha do Brasil!
Casado com a senhora Maria José Ramos Cavalcanti, Rogaciano faleceu de enfarte do miocárdio no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, a 7 de outubro de 1969. Seu corpo, transladado para Fortaleza-CE, foi sepultado no cemitério São João Batista, daquela capital.
Patrono da cadeira nº 33, da Academia Serra-talhadense de Letras, Rogaciano Leite foi também bancário e jornalista. Diplomado em Direito e em Letras, publicou no Rio de Janeiro, em 1950, o livro ‘Carne e Alma’, prefaciado pelo folclorista e historiador norte-riograndense Luís da Câmara Cascudo, com quem, ainda jovem travou conhecimento, quando de sua passagem por Natal.
4 de julho de 2012
CASO SEBASTIÃO CIRILO: SUSPEITO DO ASSASSINATO EM PATOS/PB É PRESO NO AMAPÁ
Foi preso nesta terça-feira, na cidade de Macapá (Amapá) Walter de Oliveira Dias, o suspeito do assassinato do empresário paraibano Sebastião Cirilo da Rocha (Neto), dono de uma das maiores empresas de reciclados do Nordeste.
O crime ocorreu em outubro de 2010, no município de Cruz do Espírito Santo, região metropolitana da João Pessoa.
Os mandantes do crime são Adriene Afra Tavares Rocha, então esposa da vítima, e seu amante, Renato de Oliveira Dias, que era gerente da empresa de Neto. Eles teriam contratado os serviços de pistolagem de Walter (primo de Renato) para assassinar o empresário. Os mandantes foram presos no início deste ano.
A prisão de Walter foi o resultado do trabalho conjunto de investigação entre as policias civis da Paraíba e do Amapá.
Ainda esta semana uma equipe de policiais civis da Paraíba viaja para Macapá para buscar o último acusado da participação no crime. "Essa prisão mostra que a Polícia Civil está lutando contra a impunidade e a qualidade do trabalho da equipe que tem conseguido cumprir mandados em vários estados do país”, finalizou Wagner Dorta.
Fonte: http://portalcorreio
2 de julho de 2012
TEREZINHA
Tantos anos se passaram
Em meio há tantos pensamentos
Relembro todos os momentos
Em meio a risos e lágrimas
Zanga, revolta, tristezas se misturam...
Infinita é minha saudade
Na minha alma um vazio
Havia tanto a dizer
A ti minha mãe.
Razões que me fizeram desistir e persistir
Inconfundível sentimentalismo meu
A ti minha mãe
Séria quando necessário...
Uma palhaça quando solicitavas
Sinto falta de tudo isso
Uma sensação de perda me invade
Sou assim... o que fazer??
A ti minha mãe.
Em meio há tantos pensamentos
Relembro todos os momentos
Em meio a risos e lágrimas
Zanga, revolta, tristezas se misturam...
Infinita é minha saudade
Na minha alma um vazio
Havia tanto a dizer
A ti minha mãe.
Minhas metas alcançadas
As minhas realizaçõesRazões que me fizeram desistir e persistir
Inconfundível sentimentalismo meu
A ti minha mãe
Dos meus momentos junto a ti
Esquecerei?? Jamais!
Junto de ti era pequena...
Era menina, adolescente, moleca... mulher Séria quando necessário...
Uma palhaça quando solicitavas
Sinto falta de tudo isso
Saudosa
Ontem e hojeUma sensação de perda me invade
Sou assim... o que fazer??
A ti minha mãe.
Rosélia Santos
1 de julho de 2012
CÂNCER DE MAMA E GRAVIDEZ: A LUTA DE SIMONE E MELISSA
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| SIMONE E MELISSA |
A médica Simone Calixto, 39 anos, é uma mulher de muita fé. Por isso tem certeza que o nascimento de sua segunda filha, há duas semanas, é um verdadeiro milagre. Melissa veio ao mundo cheia de saúde, com 2,4 quilos e 43,5 centímetros. Seria algo rotineiro na vida dessa ginecologista e obstetra, mas o longo caminho entre o teste de gravidez e o parto se tornou uma luta para salvar a vida de ambas.
Simone morava no Canadá quando recebeu o diagnóstico da gravidez praticamente ao mesmo tempo que o de câncer de mama. Para poder levar a gestação adiante, teve de comprar uma briga com médicos e recusar o protocolo de tratamento indicado, que preconizava o aborto terapêutico. O parto ocorreu junto com a mastectomia.
Na verdade, a história de Melissa é um milagre desde o início. A gravidez aconteceu contra todas as probabilidades. Simone, que já era mãe de Amanda, 3 anos, havia feito uma bateria de exames poucos meses antes que revelou uma endometriose grave. O médico disse que uma nova gravidez seria pouco provável e ela começou a tomar contraceptivos para controlar a doença. O check up também não revelou absolutamente nada de errado com as mamas.
Naquela época, ela, o marido e a filha estavam no Canadá havia oito anos. Ela estudava para revalidar seu diploma lá. Em novembro passado sentiu um nódulo na mama esquerda. Achou esquisito, mas acabou ficando mais intrigada com a falha na menstruação. "Fiz um teste de farmácia e ficamos em êxtase", conta.
Ela só havia atrasado a tomada da pílula uma única vez e, ainda assim, por poucas horas. Por isso achava que a demora não comprometeria sua eficácia. "Eu até queria engravidar novamente, mas estava esperando o tratamento da endometriose acabar para começar a tentar."
Na primeira consulta do pré-natal, ainda no Canadá, o caroço havia sumido e sua médica atribuiu às mudanças que ocorrem na mama durante a gravidez. Mas na segunda consulta ele estava maior, e havia outro na axila. "A médica pediu vários exames." Foi aí que uma biópsia revelou a doença.
Em dez dias o tumor já havia dobrado de tamanho. Mas o diagnóstico do câncer em estágio avançado não foi a notícia mais difícil que Simone ouviu: "Eles me disseram que a gravidez estava alimentando o tumor com hormônios, que dificilmente o bebê sobreviveria e que o mais seguro era interromper a gestação para poder fazer o tratamento correto", lembra.
Simone estava no melhor hospital de Ontário e nada convenceu os médicos a tentar preservar a gestação. "Sem esse passo (a interrupção da gravidez) não temos como oferecer tratamento", disseram os especialistas, argumentando que as drogas seriam extremamente tóxicas para o feto. "Se naquele centro de referência eles tinham essa conduta, percebi que em nenhum outro hospital seria diferente", diz.
Era uma sexta-feira. "O sábado foi o momento do maior desespero. Precisava tomar uma decisão, eles queriam marcar o procedimento para o início da semana. Senti que ia morrer, minha alma agonizava."
Então ela lembrou de duas coisas: do seu sonar (aparelho usado para ouvir o coração do bebê na barriga da mãe) e de um vídeo de um programa de TV brasileiro que falava de um caso similar ao seu, em que o bebê tinha nascido saudável. "Coloquei o sonar na barriga e em dez segundos comecei a ouvir o coraçãozinho. Senti que ele estava bem vivo." Achou o vídeo do programa na internet e procurou o contato do médico Waldemir Rezende, citado na reportagem.
Pouco mais de dez dias após o diagnóstico, embarcou de volta para o Brasil, com uma consulta marcada e a sensação de que sua história no Canadá tinha se encerrado.
"Não me deram um documento atestando que eu poderia viajar, tive medo que me impedissem por estar grávida. Quando entrei no avião, senti que estava salva." O marido ainda precisou ficar lá alguns meses para resolver várias questões, entre elas a venda do apartamento, e só chegou 15 dias antes do parto.
No Brasil, assim que a gravidez completou 15 semanas - período mais crítico para a formação do embrião -, ela começou a quimioterapia. Foram seis ciclos, quase sem efeitos colaterais. "Isso não foi difícil. Difícil era enfrentar o que estavam me propondo. Via a minha barriga crescer e isso me deixava feliz."
O último ciclo foi feito com 30 semanas de gravidez. A ideia era ter tempo para recuperar o organismo antes de a bebê nascer, no prazo normal. Mas o tumor voltou a crescer, e ficou mais agressivo. O médico disse que não podiam esperar mais e que teriam de adiantar o parto.
A cesárea foi feita com 36 semanas de gravidez e, mesmo um pouco prematura, a bebê só teve um leve desconforto respiratório após o parto e passou 24 horas na UTI. Simone viu a filha rapidamente, mas não pode pegá-la no colo. Foi logo anestesiada para a cirurgia de retirada de uma das mamas. Também não vai poder amamentá-la, porque as drogas passam para o leite.
Agora ela deve enfrentar uma bateria de exames que não puderam ser feitos durante a gravidez, como tomografias. E mais sessões de químio.
"O mais difícil já passou. A Melissa é um milagre, uma promessa que se cumpriu", diz Simone, que atribui o milagre da vida da filha ao "anjo Waldemir Rezende". Agora ela só tem três desejos: poder pegar a bebê no colo todos os dias, fazer sua mamadeira e trocar sua fralda. Como qualquer mãe.
Fonte: Estadão.com.br
Por: Fernanda Bassette, Gabriela Cupani
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