5 de outubro de 2013

É DOS GRISALHOS QUE ELAS GOSTAM MAIS...

Essa dica é pra você que costuma ficar em frente ao espelho arrepiando os cabelos a procura de um fio branco. Não encontrou? Pode ficar tranqüilo, se eles ainda não apareceram, vão aparecer, pode ter certeza!
Alguns homens ficam muito tristes com esse processo! Bobagem.  Saibam que a maioria das mulheres gosta muito.
Porque eles aparecem? Nem sempre o surgimento de fios brancos é sinônimo de velhice. Saibam que herança genética está entre as causas. Ou seja, não adianta espernear, o melhor a fazer é cuidar bem das madeixas. Ter fios brancos exige cuidados extras. Que sejam brancos, porém, bem cuidados. Caso contrário, vai ficar com aspecto de homem desleixado.
De acordo com alguns especialistas no assunto, o homem moderno, não procura mais escurecer como se fazia antes, ele procura tratamentos para cuidar dos fios. Afinal, fios brancos bem cuidados é puro charme. FATO!

DICAS
I - Para quem tem cabelos brancos na linha da frente, nas laterais, e na coroa, devem escolher tonalizantes, estes, resolvem o problema. Pois, os tonalizantes não escurecem totalmente, leva mais para um tom acinzentado, tipo uma maquiagem do branco, tirando assim a evidencia dos fios brancos. Sua duração e de mais ou menos um mês e meio e conforme vai saindo vai voltando ao seu natural.
 
II - Técnica do reflexo inverso, este procedimento é mais indicado para quem já tem de 70% a 100% dos fios branco. Consiste em o profissional colocar uma touca na cabeça do homem, e vai puxando os fios com uma agulha e tintura apenas os fios puxados, deixando de 40% a 45% dos fios escuros. Sua duração vai de dois meses a dois meses e meio. Charme total!

 
Fique atento, mais importante do que pintar ou tonalizar é cuidar bem dos seus cabelos como já foi dito.
Procure profissionais. Muita gente tenta fazer esses procedimentos em casa e acabam deixando os cabelos e a testa com o aspecto de que passaram tinta de parede, além de crespos, totalmente opacos e sem brilho. Um horror!
Deixe para fazer em casa depois de ouvir as dicas de alguém que entenda do assunto, ai sim, essa pessoa irá dar dicas que vai desde os cuidados com a tintura até o xampu. Isso mesmo! Um Xampu inadequado vai desbotar seu  cabelo e tirar a coloração. Bom mesmo é comprar um Xampu de uso profissional e fazer uso de duas a três vezes por semana ou um Xampu feminino especialmente para cabelos tingidos também funciona muito bem.
Os fios brancos, quando perdem a pigmentação, também perdem a oleosidade, e com isso acabam ficando mais rebelde. Procure usar cera e creme para pentear, passe apenas nas pontas para evitar caspas.

 
Rosélia Santos

BATOM: O QUE ELE REVELA SOBRE VOCÊ


Sabia que o formato do seu batom diz muito sobre sua personalidade? Pois é! Olhe o formato do seu e compare com os dados abaixo.

  
1 Decidida - Ponta de um só lado
Quanto mais fina a ponta, maior a determinação de quem usa o batom. É uma guerreira. Na verdade, é segura, ambiciosa e, talvez por isso, não meça esforços para alcançar o que quer.

 
2 Corajosa - Ponta arredondada
Inteligente e glamorosa! É uma pessoa que adora surpresas e todo tipo de mudanças. O que mais a incomoda é a monotonia. Talvez esse seja o principal motivo para que esteja sempre mudando o guarda-roupas, a casa, o namorado...

 
3 Leal - Ponta em forma de cadeira
Pessoa brincalhona que vive em busca de aventuras. Faz amizade com facilidade e é uma ótima ouvinte, uma amiga para todas as horas. Entretanto, caso o “encosto” da cadeira fique muito alto, é preciso prestar mais atenção aos sintomas de estresse.

 
4 Boazinha - Ponta em diagonal
É uma pessoa do bem e, aos poucos, as pessoas que a rodeiam se dão conta disso. Algumas vezes dá a impressão de ingenuidade. Caso o batom fique assim até o final, significa que nunca será má. Lembre-se: a bondade é uma qualidade de poucos.

 
5 Equilibrada - Ponta em forma de casinha
Muitas pessoas a definem como zen, pois está sempre disposta a experimentar uma nova forma de terapia alternativa. Na verdade, tudo o que procura é o equilíbrio entre mente e corpo. E, no fundo, isso nada mais é que uma maneira de se conhecer melhor

 
6 Misteriosa - Ponta em formato de chapéu
É uma estrategista. Gosta de fazer planos e guardá-los até o último minuto. Entretanto, isso não significa que os insights ficarão apenas no campo das idéias. Pelo contrário, na hora certa, sabe como colocá-los em prática.

 
7 Desconfiada - Ponta em forma de gota
É o tipo durona! Não chora na frente dos outros e nunca revela seus segredos a ninguém. Por isso, precisa estar sempre atenta as formas de exteriorizar seus sentimentos para não pifar.

 
8 Organizada - Ponta afiada
Honesta e boa amante! É daquelas que gosta das coisas planejadas e relacionamentos transparentes. A organização é seu ponto forte: adora deixar as coisas em ordem e, algumas vezes, não se dá conta de que exagera

 
9 Sincera - Ponta plana
Romântica, sincera e leal com os amigos, é capaz de guardar um segredo como poucos. Tímida, muitas vezes nem mesmo tem noção do potencial e, por isso, esconde alguns talentos do resto do mundo.

 
10 Amorosa - Ponta em forma de bala
Quieta, delicada, esperta e surpreendente. As vezes, essas qualidades podem ser confundidas, dando a impressão de que é pegajosa. Sabendo disso, costuma enclausurar seus sentimentos e esconder suas qualidades dos outros. Tem um ar meio misterioso, capaz de deixar as pessoas curiosas a seu respeito.

 
11 Habilidosa - Duas pontas laterais
Habilidosa e talentosa! É uma dessas pessoas que não consegue ficar parada. Ama a vida e está sempre rodeada de amigos. O que não é problema, pois, em geral, tem o dom de deixar as pessoas a vontade e acaba sendo a anfitriã perfeita. Ainda assim, tem seus momentos de carência e precisa muito do carinho das pessoas que a cercam.

 
12 Informada - Torre torta
Uma grande amiga, adora badalações e não perde uma festa. É sempre uma das primeiras pessoas a ficar sabendo de tudo o que acontece com as pessoas que a rodeiam. Mas nem sempre consegue guardar segredos. Atenção para a torre do batom, pois se ela cair, indica crise interior.

Gostou??? Deixe seu comentário!  
Fonte: Note e anote

4 de outubro de 2013

CIRURGIA UTILIZANDO CÉLULAS-TRONCO É REALIZADA NA PARAÍBA


Uma cirurgia inédita foi realizada na Paraíba utilizando células-tronco para reconstruir a mandíbula de uma mulher de 58 anos, que apresentava um problema de perda óssea correspondente ao de uma pessoa de 90 anos. Segundo Geórgia Cavalcante, filha da paciente, o problema provocava dificuldade na mastigação e na fala de sua mãe, além de comprometer a qualidade de vida. O procedimento foi realizado em João Pessoa.
Geórgia explica que a família tentou vários procedimentos antes e que não obteve sucesso. “Após pesquisarmos várias técnicas, descobrimos a possibilidade de reconstruir o osso comprometido utilizando as células-tronco”, disse a filha da paciente em entrevista à TV Cabo Branco. O procedimento foi feito pelo cirurgião dentista Diogo Meneses em parceria com o especialista em cirurgia bucomaxilofacial André Zetola, do Paraná, além de seis outros especialistas.
Diogo Meneses explica que o procedimento foi feito em várias etapas. “Primeiro retiramos o sangue do osso do quadril da paciente e em seguida separamos o plasma das células-tronco e acrescentamos às células a Proteína Óssea Morfogenética (BMP), que é sintetizada em laboratório para agilizar o processo de calcificação”, disse o cirurgião.
Após essa etapa, os médicos envolveram a mistura em uma malha de titânio e fixaram na mandíbula da paciente. A previsão é que em até oito meses a paciente já possa receber o implante dos dentes, permitindo que as funções de fala e mastigação voltem a ser executadas normalmente.
Esta foi a primeira vez que dentistas e médicos fizeram uso de células-tronco para reconstituir uma mandíbula no Estado. Apesar das vantagens proporcionadas por este tipo de cirurgia, os médicos e cirurgiões dentistas alertam que este tipo de procedimento só deve ser adotado quando todos os outros métodos não forem eficazes.
Fonte:  g1.com

3 de outubro de 2013

FACEBOOK CORRE O RISCO DE SAIR DO AR AMANHÃ DIA 04 DE OUTUBRO


O site do Facebook poderá sair do ar no Brasil nesta sexta-feira, 4, caso a empresa não cumpra uma decisão judicial publicada na quarta-feira, 2, pela Justiça paulista. A medida, anunciada pelo juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1.ª Vara Civel de São Paulo, versa sobre um caso envolvendo a apresentadora de TV e modelo Luize Altenhofen.
No início do ano, ela fez supostos comentários ofensivos em redes sociais da internet contra um vizinho que acusa de ter agredido seu cachorro. Um dos cachorros da artista teria invadido o jardim do cirurgião dentista Eudes Gondim Júnior, no Butantã, bairro na zona oeste da capital paulista.
Segundo o advogado Paulo Roberto Esteves, que defende Gondim, o cão teria ameaçado os filhos pequenos de seu cliente, que se defendeu com uma barra metálica, batendo no animal, que não morreu. Altenhofen teria se vingado de Gondim, de acordo com Esteves, batendo com seu carro no portão do dentista. Além disso, ela reclamou no Facebook
“Quando ela repercutiu a notícia no Facebook isso se espalhou rapidamente, e várias outras pessoas, inclusive artistas, foram dando opiniões agressivas. Na ação indenizatória por danos morais, pedimos que o juiz concedesse a tutela para retirar essas expressões ofensivas da internet. Havia até uma foto dele com uma faixa escrito assassino. O endereço dele também foi divulgado na rede social”, diz o advogado.
Ao longo do processo judicial, o Facebook solicitou que fossem indicados os endereços das páginas que a defesa de Gondim queria que fossem removidas do sistema. Segundo o despacho do juiz, Gondim juntou os endereços eletrônicos e os encaminhou para o Facebook. Contudo, no dia 31 de julho, a empresa “afirmou que não é responsável pelo gerenciamento do conteúdo e da infraestrutura do site”.
A resposta passada pela rede social ao Judiciário foi a seguinte: “É importante esclarecer que o Facebook Brasil não é o responsável pelo gerenciamento do conteúdo e da infraestrutura do site Facebook. Essa incumbência compete a duas outras empresas distintas e autônomas, denominadas Facebook Inc. e Facebook Ireland LTD., localizadas nos Estados Unidos da América e Irlanda, respectivamente.”
O juiz Bonvicino considerou essa afirmação “uma desconsideração afrontosa à soberania brasileira”, “agravada pela notória espionagem estatal, oficial, do governo americano”. Ainda de acordo com o magistrado, “cabe dizer que a ordem de um Juiz de Direito, exarada em um devido processo legal, integra a soberania do país, porque cabe ao Poder Judiciário também zelar por ela”
Bonvicino  escreveu ainda que “se o Facebook opera no Brasil, ele está sujeito às leis brasileiras”. O magistrado pondera ainda que a postura da empresa “torna-se ainda mais sombria” se confrontada com o próprio pedido do Facebook para que o requerente informasse, por meio do processo judicial, quais páginas deveriam ser removidas.
Se o Facebook solicitou os URLs, solicitou para poder remover as páginas, confessando em consequência seu poder de administração de sua própria rede social”, afirmou Bonvicino. Para ele, ao descumprir a remoção das páginas depois desse pedido, o Facebook praticou “um ato de desobediência legal frontal”
Soberania: Nesse sentido, o juiz concedeu 48 horas para o Facebook cumprir a ordem judicial, “sob pena de ser retirado do ar, no país todo, porque, ao desobedecer uma ordem judicial, afronta o sistema legal de todo um país”. O magistrado ainda escreveu que “o Facebook não é um país soberano superior ao Brasil”.
A decisão, proferida em despacho publicado na quarta-feira, 2, revela que se o Facebook não cumprir a ordem no prazo, as operadoras Embratel, Telefónica, Vivo, Globalcross, Level 7 e Brasil Telecom deverão bloquear “todos os IPs do domínio Facebook.com nos cabos Americas I, Americas II, Atlantis II, Emergia – SAM I, Globalcrossing, Global Net e Unisur”, “colocando uma página com este despacho” no lugar do serviço da rede social “visando a esclarecer seus usuários”.
Outro lado: Em nota, o Facebook Brasil informou que “tem por política cumprir ordens judiciais para bloqueio de conteúdo desde que tenha a especificação do conteúdo considerado ilegal”. Não informou, contudo, se retirará as páginas consideradas ofensivas por Gondim do ar. A empresa também informou que, até o momento, não recebeu nenhum endereço eletrônico relativo ao conteúdo em questão
O advogado de Altenhofen, Luiz Otavio Boaventura Pacífico, afirmou ao Estado que contestou a ação movida por Gondim. “Eu pedi dano material porque esse vizinho deu uma paulada na cabeça do cachorro, um pitbull que ficou cego. Entrei com um pedido de dano material por tudo o que ela gastou com o cão e por dano moral, porque ela ficou muito abalada. Aí, muita gente se movimentou no Facebook. Muitas pessoas, as que defendem os animais, começaram a criticar esse sujeito”, diz. De acordo com ele, agora a “briga” é entre o Facebook e a justiça.
 
Fonte: O Estado
Por: Caio do Valle e Fábio Brito

30 de setembro de 2013

A DIFÍCIL MISSÃO DE PROMOVER A CULTURA NO BRASIL


Agentes de leitura em Macaíba - RN
Uma bicicleta, uma mochila nas costas e 100 livros transformam jovens do Rio Grande do Norte em bibliotecas móveis. O projeto Agentes de Leitura, desenvolvido pelo Governo do Estado, selecionou jovens para levar a 41 cidades o hábito da leitura. Mais de 400 agentes circulam entre as zonas urbana e rural do Estado contando histórias e apresentando as obras para mais de 15 mil famílias. Criado pelo Ministério da Cultura há quatro anos, o programa faz parte do Mais Cultura e, apesar de previsto para todo o Brasil, ainda não entrou em prática em todos os Estados.
Com uma abordagem lúdica, que envolve brincadeiras, saraus, adivinhações e versos, os agentes introduzem as áreas menos desenvolvidas do Rio Grande do Norte há livros infantis, lendas e clássicos como Manuel Bandeira e o potiguar Câmara Cascudo. Para participar do projeto, foram selecionadas famílias beneficiadas pelo Bolsa Família que moram nos municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano.
O programa Agentes de Leitura foi lançado no dia 12 de dezembro de 2012. Desde 2009, no entanto, o Rio Grande do Norte já vinha organizando o projeto. Em 2011, o Estado selecionou os 41 municípios participantes e, em um segundo momento, escolheu 550 jovens para atuar como agentes - destes, alguns desistiram, restando 402. Como pré-requisito, os agentes deveriam ter entre 18 e 29 anos e já terem concluído o ensino médio. No último mês de maio, o projeto foi posto em prática. A receptividade da população foi bastante boa, acredita Márcio Farias, diretor da Biblioteca Pública Câmara Cascudo e coordenador do projeto.
Farias conta que cidades que tiveram problemas com relação ao envio do acervo de livros - situação já normalizada, afirma - receberam cobrança dos moradores que esperavam pelos agentes.
Os agentes de leitura passaram por uma série de oficinas realizada durante uma semana para capacitá-los a atuar no projeto. Geruza Câmara, que trabalhou como formadora dos agentes, afirma que o principal cuidado nesse processo de capacitação foi orientar os jovens a abordar as famílias com simpatia e contar as histórias com a entonação adequada.
Alexandre Silva estuda ciências da religião na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e trabalha com oficinas de teatro. Sua experiência com interpretação foi fundamental para uma boa postura vocal e corporal, necessárias para a leitura. Silva circula entre a cidade e a zona rural de Macaíba, região metropolitana de Natal, e troca livros com agentes da capital para variar o acervo.
Para exercer esta atividade por um ano, os agentes recebem uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 350. O pagamento, no entanto, não está acontecendo. Farias explica que a razão é um entrave burocrático relacionado à documentação dos bolsistas, que não está regularizada. Em páginas no Facebook, os alunos manifestam sua insatisfação e uma greve chegou a ser programada. Silva diz que a falta de remuneração desmotiva muitos dos colegas. Por outro lado, aponta o aprendizado das crianças como recompensa maior. “Há uma menina que sempre me pede para emprestar um livro quando passo em frente à sua escola. Já ando sempre com eles na mochila”.
Fonte: terra.com
Justificando o titulo da postagem: “O pagamento, no entanto, não está acontecendo. Farias explica que a razão é um entrave burocrático relacionado à documentação dos bolsistas, que não está regularizada”.
Não justifica! Um programa lindo e necessário. Porém, esbarra quando se trata de espalhar conhecimento. Isso está ficando cada dia mais claro, o interesse em promover cultura nunca foi prioridade neste país. Continuamos travando uma guerra constante neste sentido. Nós, que tentamos seguir por estes caminhos, estamos vendo que a cada dia eles se tornam mais tortuosos. Já ouvi muitos promotores culturais falar “ninguém vive de cultura”. Triste, porém verdade! No Brasil tenta-se fazer cultura por amor. Com isso, não espero que ninguém desanime, ao contrário, vamos continuar lutando e aproveitando as oportunidades que estão sendo oferecidas. Aqui na Paraíba estamos nos capacitando através da Secretaria Estadual de Cultura e estamos confiantes e a espera de dias melhores, a espera de que um dia possamos dizer: Sou Promotor Cultural e vivo com meu BELÍSSIMO TRABALHO.  
Rosélia Santos

29 de setembro de 2013

MORRE O ATOR CLAUDIO CAVALCANTE


O ator Claudio Cavalcanti morreu em decorrência de insuficiência renal e falência múltipla de órgãos no começo da noite deste domingo (29), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo canal GNT.
Cavalcanti, que tinha 73 anos, estava internado na UTI do Hospital Pró-Cardíaco há uma semana. Na última terça-feira (24), o ator foi submetido a uma cirurgia por conta da falência de uma vértebra.
Desde então, a equipe médica aguardava a estabilização do quadro de saúde do veterano, que estava sendo mantido sedado.
Contratado do GNT, o artista passou mal dias após finalizar sua participação na nova temporada do seriado 'Sessão de Terapia'. O projeto dirigido por Selton Mello voltará ao ar no dia 7 de outubro.
Além de ator, o profissional trabalhava como escritor e chegou a publicar cinco livros. Paralelamente à sua vida artística, Cavalcanti se aventurou na política, onde cumpriu mandatos como vereador e deputado estadual do Rio de Janeiro.

msn.com

22 de setembro de 2013

O JULGAMENTO DO MENSALÃO POR QUEM ENTENDE DO ASSUNTO



O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas. A teoria do domínio do fato foi adotada de forma inédita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para condená-lo. Sua adoção traz uma insegurança jurídica “monumental”: a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios.
Quem diz isso não é um petista fiel ao principal réu do mensalão. E sim o jurista Ives Gandra Martins, 78, que se situa no polo oposto do espectro político e divergiu “sempre e muito” de Dirceu.
Com 56 anos de advocacia e dezenas de livros publicados, inclusive em parceria com alguns ministros do STF, Ives Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, diz que o julgamento do escândalo do mensalão tem dois lados.
Um deles é positivo: abre a expectativa de “um novo país” em que políticos corruptos seriam punidos.
O outro é ruim e perigoso, pois, a corte teria abandonado o princípio fundamental de que a dúvida deve sempre favorecer o réu.

O senhor já falou que o julgamento teve um lado bom e um lado ruim. Vamos começar pelo primeiro.
O povo tem um desconforto enorme. Acha que todos os políticos são corruptos e que a impunidade reina em todas as esferas de governo. O mensalão como que abriu uma janela em um ambiente fechado para entrar o ar novo, em um novo país em que haveria a punição dos que praticam crimes. Esse é o lado indiscutivelmente positivo. Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato.

Por quê?
Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do “in dubio pro reo” [a dúvida favorece o réu].

Houve uma mudança nesse julgamento?
O domínio do fato é novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha [do mensalão]. Aliás, pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade.

O domínio do fato e o “in dubio pro reo” são excludentes?
Não há possibilidade de convivência. Se eu tiver a prova material do crime, eu não preciso da teoria do domínio do fato [para condenar].

E no caso do mensalão?
Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV [na década de 1980]. Eu me dou bem com o Zé, apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha.

O “in dubio pro reo” não serviu historicamente para justificar a impunidade?
Facilita a impunidade se você não conseguir provar, indiscutivelmente. O Ministério Público e a polícia têm que ter solidez na acusação. É mais difícil. Mas eles têm instrumentos para isso. Agora, num regime democrático, evita muitas injustiças diante do poder. A Constituição assegura a ampla defesa -ampla é adjetivo de uma densidade impressionante. Todos pensam que o processo penal é a defesa da sociedade. Não. Ele objetiva fundamentalmente a defesa do acusado.

E a sociedade?
A sociedade já está se defendendo tendo todo o seu aparelho para condenar. O que nós temos que ter no processo democrático é o direito do acusado de se defender. Ou a sociedade faria justiça pelas próprias mãos.

Discutiu-se muito nos últimos dias sobre o clamor popular e a pressão da mídia sobre o STF. O que pensa disso?
O ministro Marco Aurélio [Mello] deu a entender, no voto dele [contra os embargos infringentes], que houve essa pressão. Mas o próprio Marco Aurélio nunca deu atenção à mídia. O [ministro] Gilmar Mendes nunca deu atenção à mídia, sempre votou como quis. Eles estão preocupados, na verdade, com a reação da sociedade. Nesse caso se discute pela primeira vez no Brasil, em profundidade, se os políticos desonestos devem ou não ser punidos. O fato de ter juntado 40 réus e se transformado num caso político tornou o julgamento paradigmático: vamos ou não entrar em uma nova era? E o Supremo sentiu o peso da decisão. Tudo isso influenciou para a adoção da teoria do domínio do fato.

Algum ministro pode ter votado pressionado?
Normalmente, eles não deveriam. Eu não saberia dizer. Teria que perguntar a cada um. É possível. Eu diria que indiscutivelmente, graças à televisão, o Supremo foi colocado numa posição de muitas vezes representar tudo o que a sociedade quer ou o que ela não quer. Eles estão na verdade é na berlinda. A televisão põe o Supremo na berlinda. Mas eu creio que cada um deles decidiu de acordo com as suas convicções pessoais, em que pode ter entrado inclusive convicções também de natureza política.

Foi um julgamento político?
Pode ter alguma conotação política. Aliás, o Marco Aurélio deu bem essa conotação. E o Gilmar também. Disse que esse é um caso que abala a estrutura da política. Os tribunais do mundo inteiro são cortes políticas também, no sentido de manter a estabilidade das instituições. A função da Suprema Corte é menos fazer justiça e mais dar essa estabilidade. Todos os ministros têm suas posições, políticas inclusive.

Isso conta na hora em que eles vão julgar?
Conta. Como nos EUA conta. Mas, na prática, os ministros estão sempre acobertados pelo direito. São todos grandes juristas.

Como o senhor vê a atuação do ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso?
Ele ficou exatamente no direito e foi sacrificado por isso na população. Mas foi mantendo a postura, com tranquilidade e integridade. Na comunidade jurídica, continua bem visto, como um homem com a coragem de ter enfrentado tudo sozinho.

E Joaquim Barbosa?
É extremamente culto. No tribunal, é duro e às vezes indelicado com os colegas. Até o governo Lula, os ministros tinham debates duros, mas extremamente respeitosos. Agora, não. Mudou um pouco o estilo. Houve uma mudança de perfil.

Em que sentido?
Sempre houve, em outros governos, um intervalo de três a quatro anos entre a nomeação dos ministros. Os novos se adaptavam à tradição do Supremo. Na era Lula, nove se aposentaram e foram substituídos. A mudança foi rápida. O Supremo tinha uma tradição que era seguida. Agora, são 11 unidades decidindo individualmente.

E que tradição foi quebrada?
A tradição, por exemplo, de nunca invadir as competências [de outro poder] não existe mais. O STF virou um legislador ativo. Pelo artigo 49, inciso 11, da Constituição, Congresso pode anular decisões do Supremo. E, se houver um conflito entre os poderes, o Congresso pode chamar as Forças Armadas. É um risco que tem que ser evitado. Pela tradição, num julgamento como o do mensalão, eles julgariam em função do “in dubio pro reo”. Pode ser que reflua e que o Supremo volte a ser como era antigamente. É possível que, para outros [julgamentos], voltem a adotar a teoria do “in dubio pro reo”.

Por que o senhor acha isso?
Porque a teoria do domínio do fato traz insegurança para todo mundo.

Fonte: Folha
Por: Mônica Bergamo