9 de novembro de 2010

CASAL HETEROSSEXUAL QUER REGISTRAR PARCERIA CIVIL


Contrato de parceria civil é válido apenas a casais do mesmo sexo no país.
Tom e Katherina dizem querer evitar “segregação por sexo” de casamento
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Um casal heterossexual inglês vai solicitar um registro de parceria civil, válido no Reino Unido apenas para casais do mesmo sexo, num cartório de Londres nesta quarta-feira (10) como forma de protestar contra o sistema que segundo eles “segrega casais de acordo com sua sexualidade”, informa nesta terça (9) o diário inglês “Guardian”.
Tom Freeman e Katherina Doyle, ambos com 26 anos, anunciaram que vão ao cartório de Islington requisitar a parceria, embora acreditem que o pedido será negado. A tentativa de firmar uma parceria civil é parte da campanha “Equal Love” (Amor Igual, em inglês), cujo objetivo é desafiar o que ativistas chamam de uma dupla proibição ao casamento gay e às parcerias civis entre heterossexuais.
“Nós queremos assegurar um status oficial à nossa relação de maneira que atenda às necessidades de direitos iguais e sem essa conotação negativa e sexista de casamento”, disse Freeman, que trabalha como administrador.
“Nós estamos fazendo isso contra a discriminação e em apoio à igualdade legal para todos, independente da orientação sexual. Esse sistema ‘separado mais igual’ que separa casais de acordo com sua sexualidade não é realmente igual. Todos os casais devem ter acesso às mesmas instituições, devem ter paridade de acesso”, diz.
A campanha Amor Igual é organizada pelo grupo LGTB (lésbicas, gays, transgênero e bissexuais). Oito casais vão tentar se casar ou firmar uniões civis nas próximas oito semanas. Para os participantes, negar a casais gays e heterossexuais o mesmo tratamento contraria a Carta de Direitos Humanos.
Para o idealizador da campanha, Peter Tatchell, negar a casais heterossexuais o direito de estabelecerem parcerias civis é “heterofóbico”.
“É discriminatório e ofensivo”, diz ele. “Queremos o fim disso para que casais heteros como Tom e Katherine possam optar por uma parceria civil.
Temos que questionar essa legislação injusta.”
Esta é será a segunda tentativa de Freeman e Doyle de registrarem uma parceria civil. No ano passado, o casal teve o mesmo pedido negado, também em Islington. O cartório informou nesta terça que a posição tomada na ocasião permanece a mesma.
“Como todos os cartórios, temos que seguir as premissas da lei sobre união civil, de 2004, que diz que para estabelecer uma união deste tipo o casal deve ser do mesmo sexo”, justificaram na ocasião, quando foi oferecido ao casal um casamento civil.

Reportagem completa AQUI


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