No campo da Psicologia, o ciúme é um estado emocional, que é caracterizado pelo sentimento de ansiedade, sentimento de amor e desejo de obter a segurança e a ternura, que uma segunda pessoa demonstra a uma terceira.
Tal sentimento é considerado um sentimento normal, inato e universal no ser humano, oriundo do desejo do amor exclusivo de uma determinada pessoa.
A pessoa ciumenta duvida de tudo e de todos, plantando em si mesma a incerteza se realmente o outro está ou não por completo no relacionamento. Nesta incerteza, insegurança e suposições, acaba de forma inconsciente deixando que o ciúme se instale.
Considerado um tipo de experiência particular, o ciúme é uma espécie de medo, que se refere ao desejo de querer conservar algum bem, variando apenas o objeto de desejo.
Há ciumentos que não expressa seus sentimentos por vários motivos, vergonha, repressão na infância ou medo de perder a pessoa desejada, assim, preferem sofrer de forma reprimida.
Como o tédio e a raiva, o ciúme em principio, é considerado natural.
Todos nós em algum momento de nossa vida vivenciamos esse tipo de sentimento de forma natural, por razões e emoções de diferentes tipos. E como todo tipo de sentimento, cabe a nós mesmos, analisar o lado positivo e o lado negativo deste momento vivenciado.
Para alguns, o ciúme faz o amor sentir-se mais forte, mas é preciso saber dosar, pois, por mais que se ache que é natural, o ciúme torna-se um veneno quando é usado de forma intensa e irracional. Não há relacionamento que resista.
Especialistas classificam o ciúme em três categorias: ciúme normal, ciúme neurótico e ciúme paranóide.
A pessoa que sofre com o ciúme geralmente apresenta uma profunda timidez, característica que marca sua personalidade. É insegura e não tem confiança em si mesma. Fica difícil, pois, só quem confia em si mesmo pode confiar em outras pessoas, seja um namorado, uma amiga, ou qualquer outra pessoa que está ao seu lado.
William Shakespeare, em sua obra ‘Otelo’, define de uma forma belíssima este sentimento, como sendo o ciúme, “um monstro de olhos verdes”. O despertar desse monstro, tem papel preponderante, o sentimento de culpa carregado pelo indivíduo e muitas vezes, trauma na infância.
Quando se fala em ciúme, a maioria das pessoas sabem o que significa por que já sentiu, por alguém ou por alguma coisa. Até aí, é normal. Porém, não podemos deixar que esse setimento nos guie. Pois, este tipo de sentimento não nos vai servir como um bom conselheiro. Sentir ciúme às vezes, é normal, sim. Mas, aquele ciúme que você sente vontade de protejer, de zelar a pessoa amada e não do tipo controlar, dominar, sufocar. Entendeu?
Como já falei antes, é presico saber dosar o ciúme pela razão, caso contrário, torna-se possessivo, achando que tem o direito de dominar e controlar o outro; achando que são de sua propriedade e ofendendo quem quer realmente permanecer ao seu lado. Isso vale para qualquer tipo de aproximação entre você e as outras pessoas.
O ciúme e o zelo andam de mãos dadas, pelo menos na Espanha. Lá a palavra “celoso” tanto pode significar zeloso como ciumento, significa quem quem sente ciúmes de forma controlada, zela, ou vice e versa.
Já nascemos ciumentos, sentimos ciúmes dos nossos pais, dos nossos irmãos, dos nossos brinquedos e daí vamos evoluindo apenas no que se diz respeito ao objeto que desejamos. Aí é que está o amadrecimento e o cuidado de como saber tratar tal sentimento, que por ser natural, só nos resta aprender a lidar com ele de forma racional. Assim, podemos tirar até proveito de tal situação, tentando melhor compreendê-lo, investigando melhor o que está nos levando ao descontrole, com manifestações destrutivas, como são as cenas de ciúme.
Numa relação adulta não há espaço para o ciúme descontrolado. E, o que tem que predominar mesmo é a confiança um no outro e a preocupação da conquista, do zelo diário, da sedução e amadurecimento da relação.
Mesmo sofrendo com isso, aprenda a ter um pouco de segurança em si mesma, ninguém pode controlar outra pessoa como se fosse um objeto sem sentimento. Isso fere e retira do outro até mesmo sua inteligência, conquiste seu amado sem precisar colocar nele uma coleira, achando que é seu animalzinho de estimação, você só tem a perder, segure-se mulher. Seja sedutora, seja inteligente, cuide de sua relação não da vida do seu amado.
Seja uma verdadeira companheira e não uma mala sem alça, seja FÊMEA!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pela visita!
Fique a vontade e volte quando quiser.
Deixe seu comentário no quadro abaixo.
Bjussss Rosélia Santos.