No tratamento das doenças respiratórias alérgicas, um dos fatores mais importantes, sem dúvida, é o cuidado ambiental, que consiste em evitar o contato com substâncias alergênicas ou nocivas ao aparelho respiratório. A poluição atmosférica, a fumaça de cigarro e a exposição aos alergenos (causadores de alergia, como pó, ácaros, mofo, lã, baratas e outros inalantes) propiciam a piora dos sintomas. Assim medidas de controle ambiental devem ser encerradas como hábitos de higiene e mantidas por toda a vida. É preciso controlar também os irritantes respiratórios, ou seja, as substâncias de cheiro ativo que precipitam e mantém as crises. Sem uma estreita colaboração dos pacientes ou de seus responsáveis, não se obterá êxito no tratamento.
Na asma e rinite, o cuidado ambiental se torna mais específico devido principalmente aos ácaros, seres microscópicos que vivem na poeira, e que são os principais responsáveis pelo desencadeamento de sintomas em grande parte dos pacientes.
· Evitar a exposição de objetos que acumulem pó, tais como: livros, caixas, revistas, bichos de pelúcia, almofadas, móveis estofados, quadros, papel ou tecidos de parede, etc... Manter livros, enfeites e brinquedos sempre dentro dos armários.
· Retirar carpetes e tapetes, dar preferência para pisos de madeira, paviflex, cerâmica, fórmica ou outros materiais sintéticos.
· Revestir colchões e travesseiros com capas impermeáveis (à venda em lojas de produtos para alérgicos) ou plástico, corvim, napa ou outro material impermeável.
· Retirar as cortinas da casa e do quarto do paciente (principalmente) ou utilizar cortinas de tecido leve, lavando-as a cada 2-4 semanas, ou ainda persianas lisas de PVC
· Trocar a roupa de cama freqüentemente ( 1 a 2 vezes/semana).
· Trocar os cobertores de lã por edredons, que devem ser lavados com água quente a cada 2 semanas.
· Não aplicar em casa nenhum inseticida, inclusive as chamadas espirais, bem como repelentes de insetos. Não usar detetização com massas. Não existe detetização antilérgica. Todos inseticidas são irritantes respiratórios.
· Evitar quaisquer odores ativos por serem irritantes respiratórios. Como exemplo, citamos: perfumes (inclusive de talco e sabonetes), desinfetantes, ceras, gasolina, querosene, óleo, fumaças em geral, formol, amônia, éter, tinta para paredes, colas, etc.
· Retirar plantas do interior da casa, pois estas podem trazer umidade e mofo.
· A limpeza da casa deve ser feita com pano úmido e aspirador de pó. Evitar uso de vassouras, flanelas secas, espanadores de pó e produtos de limpeza de cheiro forte ou irritantes. O paciente não deve espanar, varrer, arrumar camas, gavetas, estantes, etc. Não deve permanecer em casa nas horas de limpeza. Não sendo isso possível, improvisar máscara com pano úmido. Não sentar ou deitar em tapetes.
· Elimine o mofo das paredes de sua casa: faça correções necessárias e aplique fenol a 10% (use máscara plástica para proteger os olhos, pois o fenol queima).
· Não fumar dentro de casa (o cigarro está associado a uma incidência 5 vezes maior de doenças respiratórias). Ter vida ao ar livre e praticar esportes.
· Evitar ambientes enfumaçados. Não ficar perto de pessoas fumando ou de cinzeiros, mesmo com cigarro apagado.
· Evitar animais domésticos (gatos, cães, aves), principalmente no interior da casa. Além de causarem alergias por si só, eles são fonte de ácaros.
· Caso tenha animais em casa, dar banho semanalmente e evitar que os mesmos tenham acesso aos quartos, mantendo-os fora de casa preferencialmente ou restritos a áreas de serviço, como lavanderias, e lavando com água quente 1 vez na semana o seu dormitório (cobertor, colchonetes), pois tais tecidos se tornam reservatórios de alérgenos.
· Manter o paciente alérgico fora de casa ou em outro cômodo, quando esta estiver em reforma, pintura, dedetização ou no momento da limpeza.
· Não usar umidificador à vontade. Assim como um ambiente seco irrita o nariz dos alérgicos, a umidade excessiva também é nociva -- os fungos adoram ambientes úmidos. E eles, além de capazes de desencadear uma crise alérgica, servem de alimento para os ácaros. Por isso, em dias secos, prefira umedecer a mucosa com soro fisiológico.
· Beber bastante líquido é outra forma de combater a secura, assim como colocar recipientes com água morna na sala ou no quarto.
· Local de trabalho, no quarto de nossa casa, passamos várias horas em nosso local de trabalho. Por isso, devemos dar especial atenção a este ambiente também, tomando as seguintes providências:
· Use máscara, quando indicado.
· Evite respirar gases.
· Tome bastante água durante o serviço. O ar condicionado seca o ambiente.
· Evite a fumaça de cigarros.
· Incensos e produtos para odorização de ambientes devem ser evitados.
SUBSTÂNCIAS QUE INTERFEREM NA FISIOLOGIA NASAL
· Evite o uso continuado de gotas nasais. Nos primeiros 7 dias estes medicamentos apresentam um bom resultado, mas com o passar do tempo o nariz passa a apresentar o "efeito rebote" (obstrução nasal) além da Rinite química. O "efeito rebote" e a Rinite química pioram a Rinite alérgica.
· Evitar os medicamentos anti-hipertensivos do grupo dos beta-loqueadores (propranolol, nodulol, atenol, pindolol, metoprolol), alfa-metildopa, reserpina, guanetidina e drogas psicosedativas.
· Evite o uso de AAS, Ácido Acetilsalicílico, Ácido Mefenâmico, Diclofenaco, Meloxicam, Nimesulide ou medicamentos que os contenham.
Dicas Preciosas do Dr Paulo Cabral - OTORRINO
CLÍNICA: CLINICA SANTA CLARA
RUA OTÁVIO LAMARTINE, 512 PETROPOLIS NATAL RN
FONE: 3221.0554
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