
O Wild Turkey
Liqueur, um bourbon com sabor de mel, chegou ao mercado em 1976. Mas foi só em
2009, quando a Jim Beam lançou o Red Stag, um bourbon com sabor de cereja, as
barreiras caíram.
Hoje, parece não
haver limites para a criatividade de destilarias como a Heaven Hill (mel e
cereja), Brown-Forman (canela apimentada e maçã) e Jack Daniels (mel).
O Canadá aderiu
com combinações de maple syrup; em 2012, a Bushmills se tornou a primeira
grande marca irlandesa a lançar um uísque com sabor especial, o Bushmills Irish
Honey. E em abril, a Escócia entrou na parada com o Highland Honey, da Dewar.
Hoje, os uísques
com sabor são o segmento de mais rápido crescimento no setor. Segundo uma
pesquisa da Nielsen para a Jim Beam, em 2012 os uísques com sabor responderam
por 75% do avanço no setor de uísques e 42% do crescimento no segmento do
bourbon (uísque americano, feito sobretudo de milho).
O campo está tão
lotado que o bar Jack Rose, de Washington, contabiliza em seu cardápio 25
uísques com sabor. “O segmento cresceu drasticamente”, afirma Bill Thomas, um
dos sócios.
Determinar se esse
dilúvio de sabores é bom ou ruim para a imagem do uísque depende da pessoa
consultada.
Especialistas
dizem que o uísque com sabor serve de introdução. O gosto do novo consumidor
evoluiria depois para o uísque convencional.
“O ponto inicial
costumava ser o bourbon com Coca”, diz Dave Pickerell, ex-destilador-chefe da
Maker's Mark. “Esse é um passo na mesma trilha”.
Mas, para alguns
puristas, esses produtos têm mais em comum, estética e comercialmente, com a
vodca sabor pipoca do que com o uísque.
“Parece uma busca
cínica de mercado disfarçada de inovação”, diz Michael Neff, dono de bares em
Nova York. “O uísque com sabor não visa atrair novos consumidores para o uísque
e sim fazer com que os adeptos da vodca com sabor se sintam adultos”.
Embora os
executivos evitem comentar, um objetivo inicial era atrair mulheres.
“Creio ser um
esforço agressivo para conquistar mais consumidoras”, diz Pickerell. Ao que
parece, funcionou: elas são 45% dos compradores de Red Stag.
Apesar das
prateleiras coloridas, porém, Chris Morris, destilador-chefe da Brown-Forman,
não vê o uísque a caminho da perdição da vodca.
“A vodca é uma
tela em branco; o uísque tem personalidade, e os aditivos precisam harmonizar
com ela”.
Fonte: folha.uol.com.br
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