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Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, PB está atualmente com apenas 35% da sua capacidade total |
A Agência Nacional de Águas (ANA) está
limitando o uso e a retirada de água em sete mananciais da Paraíba para reduzir
o impacto da estiagem e desacelerar a queda no nível de armazenamento dos
reservatórios. A medida emergencial atinge a bacia do rio Piranhas e os açudes
de Boqueirão, Coremas, Mãe D'água, Engenheiro Ávidos, São Gonçalo e Santa Inês.
O objetivo da restrição é priorizar o abastecimento humano, reduzindo a
irrigação.
Entre as ações de emergência está a redução
da vazão saída da água dos reservatórios e o racionamento, com a fixação de
dias alternados para captação de água em rios e açudes para atividades
produtivas ou mesmo a suspensão temporária do uso. As regras de restrição em
rios e açudes estão previstas na Política Nacional de Recursos Hídricos,
conforme prevê a Lei Federal 9.433/1997. Para verificar o cumprimento das
normas, a Ana está realizando fiscalizações.
Dos 121 açudes da Paraíba monitorados pela
Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa), 35 estão em situação crítica, ou
seja, apresentam volume menor do que 5% da capacidade total de armazenamento.
Outros 29 reservatórios estão em observação, com volume atual entre 5% e 20% do
limite de armazenamento.
A partir deste mês de janeiro, a ANA
determinou a suspensão da retirada de água do Açude Epitácio Pessoa, em
Boqueirão, para irrigação. Os produtores que possuem plantações de até cinco
hectares foram autorizados a usar a água do Açude na produção agrícola, mas o
prazo da permissão venceu no início deste ano. Boqueirão está atualmente com
apenas 35% da sua capacidade total. O açude abastece Campina Grande e outros 19
municípios, atendendo mais de um milhão de pessoas.
No rio Piranhas e nos açudes de Coremas e Mãe
D'água, o controle está sendo feito com a delimitação de horários para o uso da
água. Os usuários só estão autorizados a retirar a água nestes mananciais para
qualquer atividade produtiva apenas três vezes por semana, das 2h às 11h. A
medida começou em outubro e vale para os municípios de Coremas, Pombal,
Cajazeirinhas, Paulista e São Bento, na Paraíba; e em Jardim Piranhas e
Jucurutu, no Rio Grande do Norte.
No Sertão do Estado, também foram
estabelecidas restrições de uso e redução da vazão defluente nos açudes
Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, e no açude de São Gonçalo, em Sousa, este
último responsável ainda pelo abastecimento na cidade de Marizópolis e no
perímetro irrigado de São Gonçalo, onde há a produção de coco verde.
Ainda no Sertão, a ANA estabeleceu um rodízio
para os irrigantes situados ao longo do riacho que aflui no açude de Santa
Inês. A restrição afetou produtores rurais de dois municípios. Em Santa Inês,
os irrigantes podem captar água nas segundas, quartas e sextas, enquanto que em
Conceição a retirada da água poderá ser feita às terças, quintas e sábados.
A ANA alerta os irrigantes das regiões
críticas sobre a necessidade de economizar água e luz, irrigando a plantação
com os métodos mais eficientes. A irrigação por inundação, por exemplo, gasta
mais água do que o necessário e, por isso, deve ser substituída. A Agência
também pede que os irrigantes observem os horários mais adequados e não
irriguem em horário de sol intenso, evitando, assim, perda de água por
evaporação.
ANTES
TARDE DO QUE NUNCA!!!
Fonte: jornaldaparaiba.com
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