Há situações na vida de um ser humano nas quais somente ele mesmo poderá definir. Situações que ele, unicamente ele, poderá tomar decisões e mudar o rumo de sua vida.
Hoje, temos acesso a tantas informações. Porém, ainda existem inúmeras barreiras a nós seres humanos, que nos impede, por exemplo, de ajudar ao próximo. Tais barreiras podem ser por questões culturais, religiosas ou mesmo por falta de informações.
Transformações constantes atingem todas as áreas da nossa sociedade. Vamos falar dessa transformação chamada Internet, que revolucionou o mundo em todas as áreas. E, com a saúde, não foi diferente.
Essa disseminação acabou com os obstáculos e agora, basta um clique num site de busca: e pronto! Você tem ao seu alcance um mundo de informações.
Contudo, nem todas as informações que você tem acesso devem ser consideradas suficientes para que você tome certas decisões na sua vida. Como por exemplo, quanto à DOAÇÃO DE ÓRGÃOS.
Temos muitas informações desencontradas a esse respeito. São informações insuficientes que não nos permitem criar um conceito a respeito do tema. Assim, todo o trabalho e campanhas em prol da DOAÇÃO DE ÓRGÃOS que os órgãos competentes tentam desenvolver são colocados em dúvida.
Muitas pessoas são contrárias à DOAÇÃO DE ÓRGÃO, por crendices ou por não saber como é feito tais procedimentos, bem como qual instituição vai se responsabilizar, etc.
Tal fato, demonstra que ainda falta divulgação neste sentido. Por isso, resolvi fazer a minha parte no presente Blog, com o intuito de passar para vocês leitores alguma coisa.
Acredito, que se houver mais divulgação e mais campanhas educativas bem planejadas, ajudarão a mudar a opinião de algumas pessoas. Mudar a opinião não é a palavra correta. Digamos, de conscientizar as pessoas e esclarecer que nem tudo que eles lêem a respeito da DOAÇÃO DE ÓRGÃOS é verdadeiro. Pois, muitas vezes é divulgado de forma sensacionalista, confundindo os menos esclarecidos.
A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS é o maior ato de amor que um ser humano pode fazer.
É extremamente dolorido se perder alguém de forma abrupta. Contudo, é extraordinário o ato de entregar uma fração desse ente querido, proporcionando vida a outro ser, que na maioria das vezes, é um desconhecido que está ali em suas mãos e sabe que a sua negativa determinará sua morte.
Para você ter uma idéia, cinqüenta por cento das pessoas que estão na fila de espera, morrem por falta de doadores.
O número de doador aumentou nos últimos anos. Porém, ainda está muito longe do que realmente precisa-se para atender a fila de espera. Quanto menos doadores, mais cresce a fila.
Precisamos romper barreiras, crenças, mitos. Precisamos abraçar esta causa.
Vamos fazer nossa parte, independentemente de ter ou não, alguém nosso nesta fila.
Fale sobre o assunto com seus familiares, se você é doador ou não.
Fale sobre o assunto na sua escola, se você é professor.
Fale no seu trabalho, com os colegas.
Faça debate com amigos.
Fale na sua igreja, dependendo de sua religião, é claro.
Muitos pensam que todas as igrejas evangélicas são contra a doação de órgãos, puro engano. Tenho amigos evangélicos que são a favor da doação de órgãos. Afinal, hoje são eles, amanhã não se sabe se sou eu ou você, ou mesmo alguém muito querido nosso.
Abrace essa causa, seja também um DOADOR.
Segue alguns questionamentos, abordando as dúvidas mais freqüentes, que retirei do site da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Leiam com bastante atenção.
01. Qual a chance de sucesso de um transplante?
É alta, superior a 80% no final do primeiro ano. Mas muitos fatores dependem e particularidades dos pacientes, o que impede uma resposta mais precisa. Existem, no Brasil, pessoas que fizeram transplante de rim, por exemplo, há mais de 30 anos, tiveram filhos e levam uma vida normal. Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os principais problemas são infecção e rejeição. Para controlar esses efeitos o transplantado usa medicamentos pelo resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade. Nem todos os pacientes em diálise se beneficiam de um transplante.
02. Quanto custa um transplante e quem paga por isso?
Mais de 80% das cirurgias no Brasil são feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Boa parte dos planos privados de saúde recusa-se a cobrir os custos desse tipo de tratamento, que pode variar entre R$ 20.000,00 e R$ 80.000,00.
03. Quem paga os procedimentos de doação?
A família não deve pagar pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos, já que existe cobertura do SUS para isso.
04. Se não houver na família alguém em condições de doar um rim, o que se deve fazer?
Não havendo possibilidade de transplante com doador vivo relacionado, pode-se entrar na lista de espera para transplante com doador falecido. Caso isso aconteça, será colhida uma amostra de soro do receptor a cada três meses, que será encaminhada ao laboratório de histocompatibilidade. Se aparecer um doador falecido com a mesma tipagem sangüínea, o soro servirá para a realização da prova cruzada com células do doador, para verificar se o organismo do receptor aceitará o novo rim.
05. Como saber quem pode ser doador de rim em vida?
Através de consulta médica e uma série de exames de sangue, urina, radiológicos e eletrocardiograma para comprovar que os rins e demais órgãos estão perfeitos.
06. Todos pacientes com insuficiência renal crônica são candidatos a transplante renal?
Não. Pacientes que tiveram câncer, pacientes com infecções, pacientes com doença grave do fígado ou do coração não podem fazer transplante. Porém, cada caso é analisado individualmente junto com o médico.
07. Quando é possível doar?
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, porém, 24 Manual de Transplante Renal nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.
08. Quais são os riscos da doação?
A cirurgia é feita com anestesia geral e esse é o maior risco, embora seja um risco pequeno. Uma avaliação clínica completa do doador é feita para que os riscos sejam diminuídos ao máximo.
09. O que é morte encefálica?
Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, que são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (eletroencefalograma, arteriografia, doppler transcraniano ou outro) para confirmação do diagnóstico.
10. Uma pessoa em coma também pode ser doadora?
Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente se torna potencial doadora após o correto diagnóstico de morte encefálica e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos.
12. Como o corpo é mantido após a morte encefálica constatada?
O coração bate graças ao uso de medicamentos, o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.
13. Como proceder para doar após a morte encefálica constatada e o que acontece depois de autorizada a doação?
Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à Central de Transplante mais próxima. Desde que existam receptores compatíveis, a retirada dos órgãos é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado após, no máximo, 48 horas.
14. Quem recebe os órgãos doados?
Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento. Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes.
15. O que é prova cruzada ou cross-match?
É o exame no qual se mistura o sangue do receptor e do doador para ver se há possibilidade de rejeição nas primeiras horas pós-transplante. Se for positivo, o transplante não pode ser realizado, pois a chance de rejeição imediata é de quase 100%.
16. O que significa rejeição?
Rejeição é o termo usado para descrever a reação do corpo ao novo rim. Algum grau de rejeição é esperado; alguns pacientes a terão durante a primeira ou segunda semana após o transplante. Existem várias maneiras de prevenir e tratar a rejeição, e na maioria das vezes ela é solucionada.
17. Como saber se está havendo rejeição?
O nefrologista faz a avaliação da existência ou não do processo de rejeição. Porém, alguns sinais e sintomas devem ser observados:
• Dor ou inchaço sob o rim transplantado;
• Febre acima de 37 graus Celsius;
• Diminuição da urina;
• Rápido e grande ganho de peso;
• Inchaço de pálpebras, mãos e pés;
• Dor ao urinar;
• Urina fétida ou sanguinolenta;
• Aumento na pressão sangüínea;
• Tosse ou falta de ar;
• Perda da sensação de bem-estar.
18. É verdade que o transplante renal não é recomendado para maiores de 70 anos?
O transplante renal é recomendado numa faixa etária com expectativa de vida de mais de 10 anos, em função da complexidade e gravidade do tratamento. Um organismo perto dos 70 anos às vezes tem dificuldade de suportar bem uma grande intervenção cirúrgica. Em relação ao doador, nessa faixa etária não há regeneração do parênquima renal, sobrecarregando o rim remanescente e criando situações clínicas desfavoráveis.
19. Por que é necessário tomar medicamentos especiais depois do transplante?
O organismo tem um sistema muito complexo (sistema imunológico) que reage contra órgãos estranhos. Como o rim transplantado é reconhecido como “estranho”, o organismo reagirá contra ele e tentará destruí-lo, a menos que seja dada uma medicação para diminuir essa reação. Tais medicamentos são chamados de medicamentos imunossupressores.
20. Que fatores físicos podem contra-indicar o transplante?
• Insuficiência cardiopulmonar;
• Obesidade mórbida;
• Doença periférica e vascular cerebral;
• Fumo em excesso;
• Insuficiência hepática;
• Outros fatores que aumentam o risco de um grande procedimento cirúrgico.
Órgãos e Tecidos que Podem ser Doados
Órgão/tecido Tempo máx.p/retirada Tempo máx.de preservação
Córneas 6 horas Pós Parada Cardíaca 7 dias
Coração Antes da PC* 4 a 6 horas
Pulmões Antes da PC* 4 a 6 horas
Rins Até 30 min Pós PC* Até 48 horas
Fígado Antes da PC* 12 a 24 horas
Pâncreas Antes da PC* 12 a 24 horas
Ossos 6 horas Pós PC* Até 5 anos
PC* Significa - Parada Cardíaca.
DIA 27 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS! Leiam sobre o assunto, informem-se. Lembrem-se que a Informação é a base de tudo. Bjussss

2 comentários:
Bruno Covas, candidato do PSDB, aderiu a doação de medula óssea, faça como ele, doe e crie novas oportunidades de vida.
Confira no link abaixo:
http://bit.ly/bSG60Y
Olá blogueira,
Quer ser doador de órgãos, mas não sabe o que é preciso fazer para garantir que a sua vontade seja respeitada? O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente? Saiba isso e muito mais fazendo as suas perguntas diretamente para o Ministério da Saúde, através do http://www.formspring.me/minsaude.
Participe e divulgue!
Ministério da Saúde
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Bjussss Rosélia Santos.