28 de março de 2014

SAIBA MAIS UM POUCO SOBRE PROTETORES SOLARES QUÍMICOS E FÍSICOS


O primeiro protetor solar disponibilizado comercialmente surgiu em 1928, nos Estados Unidos. Porém, durante muito tempo pouca ou nenhuma atenção foi dada aos agentes fotoprotetores. Apenas em 1943, um filtro químico, o PABA (ácido para-aminobenzoico) foi patenteado como primeiro filtro solar estabelecido. No entanto foi na década de 1970 que ocorreu a popularização dos agentes fotoprotetores, primeiramente do tipo UVB. Os filtros protetores para UVA surgiram na década de 1980 e 1990, com os filtros físicos: dióxido de titânio e óxido de zinco, respectivamente. 
O protetor solar é um produto destinado a bloquear o sol e proteger ou abrigar as células da pele contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta, dentre os mais importantes deles: a queimadura solar e o câncer de pele.
Essas medicações de uso local apresentam diversas formulações diferentes que contêm produtos e ingredientes que são capazes de reduzir os efeitos danosos da radiação solar. 
Os mecanismos básicos através dos quais essas substâncias agem são: reflexão, dispersão e absorção da luz ultravioleta. Além disso, podem ser classificados em filtros físicos e químicos. 
ENTENDA A DIFERENÇA
Os filtros físicos, também conhecidos como inorgânicos, são partículas derivadas de metais, ou óxidos metálicos, que atuam através de mecanismos ópticos, refletindo ou dispersando os raios solares. Os principais filtros físicos são o óxido de zinco e dióxido de titânio. Atualmente, eles estão disponíveis também em nanopartículas, o que confere uma coloração mais discreta do que a das formulações anteriores, que deixavam a pele com aspecto esbranquiçado ou acobreado. Em geral, eles são associados aos filtros químicos ou orgânicos para uma melhor cobertura em relação ao espectro de raios ultravioleta. A vantagem desse tipo de filtro é que são mais estáveis e pouco penetram a pele, sendo ideais para os pacientes alérgicos e com sensibilidade cutânea elevada. 
Já os filtros químicos são moléculas que absorvem a radiação ultravioleta, através de reações químicas, “entrando” na frente dos pigmentos cutâneos em sua avidez por energia solar. Dessa maneira, eles absorvem essa radiação, impedindo que ela atinja as células da pele. Dependendo da faixa que cada molécula atue, ele será considerado um filtro solar de amplo espectro (atua na faixa do UVA e UVB) ou exclusivo UVA ou UVB. Em geral, os filtros solares comercializáveis contêm mais de uma molécula para atuarem em uma faixa mais ampla. No entanto, em relação aos filtros físicos, eles possuem uma menor estabilidade, visto que “saturam” a sua capacidade de absorver energia ao longo do tempo, necessitando reaplicações frequentes, caso a exposição se prolongue. Além disso, esse filtro solar pode penetrar a pele e reagir com ela, levando a reações alérgicas e fotoalérgicas (deflagradas pelo próprio sol). 
 
QUEM DEVE USAR CADA UM DOS TIPOS
Pelo exposto acima, fica claro que os filtros físicos são os mais adequados para gestantes e crianças, além de os já mencionados pacientes com alergia prévia a filtros solares e aqueles de pele sensível ou sensibilizada por procedimentos dermatológicos. 
No entanto, para os pacientes que não tenham esse tipo de restrição ou que apresentem doenças cutâneas tais como: câncer de pele prévio, urticária solar, lúpus, manchas de pele e pele muito clara, que sofre com queimaduras solares, o filtro solar de amplo espectro pode ser mais indicado, e os filtros químicos, associados ou não aos físicos, são uma alternativa mais interessante. Pacientes com pele morena, ou extremamente oleosa, se beneficiam dos filtros químicos, sendo que, nesses últimos, podemos optar por uma associação dessas substâncias com ingredientes que absorvem oleosidade, sem comprometimento da ação fotoprotetora. 
FATOR DE PROTEÇÃO SOLAR
Mas não importa o tipo de protetor, o FPS (fator de proteção solar) segue o mesmo princípio. Ele quantifica a proteção que um determinado produto é capaz de oferecer, em termos de tempo de exposição, contra a queimadura solar se comparado à exposição desprotegida. Assim, se um determinado protetor apresenta o valor de FPS 30, isso significa, na prática, que é necessária uma exposição solar 30 vezes maior para produzir vermelhidão na pele, quando comparada à situação em que este usuário estaria sem o produto. 
No entanto, esse tempo sofre forte influência de fatores pessoais e ambientais, como a resposta individual à queimadura, na qual o tipo de pele é importante. Peles mais claras reagirão antes do que peles mais escuras, por exemplo. Ainda devem ser levados em consideração: o índice ultravioleta (IUV) daquele dia, o horário da exposição, a região do corpo e o tipo de solo onde está o indivíduo (areia fina e branca reflete mais o sol do que o piso da piscina, por exemplo). 
Por esse motivo é fundamental atentar para a orientação médica sobre a necessidade de reaplicação do filtro solar, que deve ser individualizada de acordo com os fatores mencionados acima e também de acordo com a presença ou não de doença ou condição da pele do paciente.
 
Fonte: minhavida.com
Por: Dra. Tatiana Gabbi (CRM: 104.415) atualmente é médica assistente do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Possui graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (2001). Atua como dermatologista e é responsável pelos Ambulatórios de Teledermatologia e Doenças Ungueais da Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Membro das Sociedades Brasileiras de Dermatologia (SBD) e Cirurgia Dermatológica (SBCD).

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